Aproveitamento do Curso de Gestão de Pessoas

Curso de Gestão de Pessoas – Dificuldades Culturais.

 

É muito comum, ao ministrarmos uma sequência de Treinamentos Empresariais continuados na mesma organização, participarmos um pouco mais da vida corporativa desta, e observarmos que apesar de terem realizado o Curso de Gestão de Pessoas, vários gestores tem enormes dificuldades para levarem à cabo, o exercício do conhecimento que obtiveram no treinamento.

Tem o conhecimento, mas que não é traduzido em ações objetivas. Apesar desta dissociação ser prevista no Curso de Gestão de Pessoas, os gestores não conseguem perceber quando acontece consigo mesmo. É a força do modelo cultural e modelos culturais não conseguem modificar-se rapidamente, exigem tempo, nada mais natural.

O grande nó desta questão é que, quando uma organização investe recursos num Curso de Gestão de Pessoas espera que, a aplicação deste conhecimento comece à resultar em alterações positivas para o ambiente, e monitora isto através de indicadores que, quando revelam esta dificuldade levam o sistema ao estado de inépcia ou conflito.

Normalmente são traduzidos naquela situação aonde todos sabem o que fazer, mas não fazem.

Esta é uma das situações mais sensíveis e difíceis de se lidar e requerem um nível de maturidade maior da alta gestão para que sejam equacionadas plenamente. Não há uma fórmula para isto, mas o que pudemos perceber é que, a maioria das situações revelou :

  • Gestores que estavam na posição pela remuneração, mas que não identificam-se como papel do gestor.
  • Gestores sobrecarregados pela alta gestão.
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      Os 2 casos revelando falhas da alta gestão por colocar na posição de gestão indivíduos sem o perfil de gestores ou por exigência de desempenho baseado na sobrecarga e não na autonomia e eficácia.
      Quando temos oportunidade de observar a alta gestão e suas dinâmicas, vemos também que, muitas vezes, tem dificuldades de levar à cabo os conhecimentos adquiridos no Curso de Gestão de Pessoas, por esta razão, não desempenham bem o seu papel na gestão de pessoas e pelo efeito cascata, passam o mesmo problema para outros gestores sob seu comando.

      Resumindo, os modelos culturais aprisionam, também gestores.

      Como resolver esta questão ?

      Exige maturidade, mas geralmente é relacionada ou à Gestão do Tempo ou à Capacitação de Novas Lideranças, ambos são temas abordados no Curso de Gestão de Pessoas.
      A Gestão do Tempo mostra sempre 2 situações. Ou a Gestão gerencia mal o seu tempo, ou procura inserir no tempo disponível um desempenho ou um resultado inadequados, como se o tempo disponível pudesse ser esticado ou encolhido. Poderia também, para entender melhor a segunda afirmação que, num pote aonde cabe 50 balas, não adianta querer colocar 100 balas, simplesmente não cabe.

      Quando você vê um gestor que trabalha 12,13,14 ou 15 horas por dia, seguramente enfrenta um destes dois problemas. Se for pontual ou por uma contingência, realmente acontece, mas se este for seu ritmo diário, mostra uma inépcia para delegar porquê não preparou ninguém para isto ou inadequação.
      O Curso de Gestão de Pessoas toca profundamente neste aspecto falho de gestores , mas o modelo cultural se sobrepõe à razão, um erro humano e que custará caro ao gestor. Um dos piores efeitos na vida corporativa, é que o gestor com este ritmo anti-vida, acaba por exigir de seus comandados o mesmo, algumas vezes abertamente e por outras vezes de uma forma oculta e boa parte do que aprendeu no Curso de Gestão de Pessoas serviu para muito pouca coisa.

      A vacina para este estado de coisas está na habilidade para levar à cabo o Desenvolvimento de Lideranças. É a capacitação de novas lideranças que, irão dividir com o gestor suas atividades, incluindo a gestão de pessoas. Mas só sabe o que é identificar um potencial à liderança e desenvolvê-lo, quem estuda liderança e conhece seus mecanismos. Aqui começa à ficar mais evidente que, à cada dia que passa, o Curso de Liderança fica mais próximo do Curso de Gestão de Pessoas, estamos no momento de nosso desenvolvimento que estes 2 esforços deverão se fundir num mesmo conceito, á não ser que pretendamos uma gestão de pessoas baseada na aplicação de fórmulas, tabelas e regras.
      Sabemos muito bem que isto, simplesmente não funciona, o Treinamento para Empresas já está abolindo estas fórmulas disfuncionais para nossos dias. Podem ter funcionado no passado, mas hoje são disfuncionais. Muito em breve o Treinamento Empresarial oferecerá para o mercado somente algo do tipo Curso de Liderança e Gestão de Pessoas, separadamente vão, aos poucos, perdendo o sentido.

      Outra vacina, importante, mas um pouco mais difícil de ser levada à cabo, é o legítimo esforço de gestores para evoluírem seus modelos culturais, à não ser que julguem que seus modelos sejam o supra-sumo do que o ser humano possa pensar. Aí seria mesmo o fim da gestão, mas sabemos que não é este caso. Dividir a gestão é algo extremamente inteligente, basta pensar que se um gestor não pode dividir o desenvolvimento do negócio com seus colaboradores, de fato não tem colaboradores porquê não os preparou para tal, tem somente pessoas para serem vigiadas, não está realizando a gestão de pessoas e nem do negócio, está em luta o tempo todo contra pessoas, contra o tempo e contra si mesmo. Isto é a sofisticação que um bom gestor deve ter, se não a tiver, pode trabalhar 15 horas por dia, pois não terá outra saída.

      Esta delicada nuance do Curso de Gestão de Pessoas não é algo fácil de ser implementado, exigem gestores em constante estado mutável de aprendizado e conscientes que seus modelos, à cada dia que passa, ficam obsoletos. É uma meta à ser atingida e um esforço que valerá à pena para todos.

       


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