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Nem tudo é o que parece

Os conceitos obsoletos da Liderança – Nem tudo é o que parece.

 

Ao observar rapidamente as proposições dos diversos treinamentos de liderança que existem à disposição das organizações verá rapidamente que existem uma enormidade de conceitos obsoletos sendo disseminados no ambiente corporativo.
Numa primeira observação é uma informação negativa que depôe contra as empresas de treinamento. Mas nem tudo é o que parece. É um tema bem delicado mas perceberá que nem tudo o que é obsoleto pode ser ruim.

Primeiramente vamos pensar no termo obsoleto. Obsolescência de algo significa que este algo já não é mais o que existe de contemporâneo e que expresse a melhor concepção, construção, desenho ou expressão possível. Resumindo, temos a clara noção de o que é obsoleto pertence ao passado e já está superado por versões melhores que não tem as mesmas falhas das versões anteriores, quaisquer que sejam estas falhas. Mesmo que não hajam falhas, mas não foram melhoradas.

O porquê elaboramos sobre esta questão? Para apagar um pouco do aspecto negativo que o senso comum pode ter de tudo o que é obsoleto. Obsolescência não é algo negativo ou ruim. Representa apenas que não é a melhor expressão de algo, seja uma expressão física, conceitual ou o que for.
Este é o primeiro ponto que gostaríamos de elucidar. Nem tudo o que é obsoleto é ruim, apenas é obsoleto. Alías verá que muitas coisas obsoletas, ao contrário de ruins, são muito boas ou até excelentes, apenas são obsoletas ou foram ultrapassadas por conceitos mais evoluídos, mais complexos ou melhorados.
Este fenômeno acontece com tudo, e também acontece com um curso de liderança e seus conceitos, nada mais natural.

 

Diferentes níveis de desenvolvimento organizacional.

Não vivemos num mundo ideal, até que gostaríamos, mas o fato é que nosso mundo não tem nada de ideal e nem poderia ter. Afinal o que é ideal para alguns não é ideal para outros.
Olhando para os fatos e as formas como nos organizamos produtivamente, o observador atento, perceberá que as pessoas estão em níveis de desenvolvimento diferentes e compreendem conceitos diferentes e de diferentes formas. Se pessoas estão em níveis de desenvolvimento diferentes, é uma consequência natural que tudo o que elas façam também reflita esta diferença de conceitos e de desenvolvimento.

Parece que não, mas com empresas é exatamente a mesma coisa. Claro que nas empresas, por reunirem um número bem maior de pessoas do que famílias ou núcleos coletivos menores, estas diferenças tendem a serem menores, mas ainda há enormes diferenças entre as organizações e suas formas de aprendizado, ação, reação e desenvolvimento coletivo.

Ora, se o treinamento empresarial for formatado para o atendimento do mesmo nível de organização, significa que as demais (as que não estão no mesmo nível de desenvolvimento) estarão órfãs de treinamento. A experiência nos mostra que não é produtivo, por vezes gera mais resultados negativos do que positivos, apresentarmos um portfólio avançado para quem nunca realizou um treinamento de liderança e nem imaginou um programa de desenvolvimento de líderes sendo levado a cabo pela própria organização.

Não adianta ensinar cálculo diferencial e integral para um aluno do primeiro grau. Não estaremos ajudando-o em nada, apesar do conhecimento ser de um nível superior. Há a necessidade de trilharmos um caminho, um pavimento que o leve até a compreensão plena do cálculo diferencial e integral, caso contrário este conhecimento não passará de uma sopa de fórmulas e conceitos que ele, simplesmente, não entenderá.
Parece um contra-senso num tempo de mudanças tão rápidas, mas as organizações estão no mesmo barco do resto da humanidade. Algumas estão em sua infância, outras estão em sua adolescência e outras já estão bem maduras. Se olhar levemente por sobre os ombros, verá um mar de organizações velhas que já sucumbiram ao que Peter Drucker chamou de tempo de vida de uma organização.

O que acontece com organizações em diferentes níveis de desenvolvimento é que compreendem diferentes linguagens e são sensíveis a diferentes estímulos. Uma organização em sua infância não consegue dar um salto para a maturidade, assim como seres humanos não conseguem fazer o mesmo.
Muitas vezes um curso de gestão de pessoas, por exemplo, que tem parte de seus conceitos obsoletos pode ser um enorme salto qualitativo para uma organização que nunca realizou uma manobra de gestão com este nível de sofisticação. Ao dar um salto grande demais, através de um conceito ultra contemporâneo da gestão de pessoas, poderia lhe proporcionar mais distorções e prejuízos do que benefícios.

Então um pequeno passo à frente, mesmo que com alguns conceitos obsoletos, pode representar um aumento qualitativo importante e a preparação para um passo mais largo, ou mesmo um salto adiante para a organização. Nem tudo o que é obsoleto é, necessariamente ruim.

 

Curso de Liderança – Primeiros Passos.

Se sua organização nunca realizou nenhuma ação de capacitação, um treinamento empresarial, até mesmo uma simples palestra empresarial, não se afobe, não é o último nem é o primeiro nesta situação.

Nossa recomendação é que comece com algo simples, de fácil digestão e que não seja muito complexo. Não recomendamos um treinamento motivacional como ponto de partida. As ações motivacionais são para situações bem específicas. O que recomendamos é um portfólio que apresente uma adição de informação e proposições reflexivas aos seus colaboradores, mesmo que sejam simples, afinal você está no ponto de partida e não no ponto de chegada.
Um treinamento que pressuponha continuidade e não encerre o tema em si. Desenvolvimento empresarial não se faz da noite para o dia e nem numa tacada. Demanda tempo, experimentações, correções de rota, reflexões, enfim é uma jornada. E se você está no começo, vá devagar.

Mesmo que os conceitos que lhe sejam apresentados não sejam o “State of The Art”. O importante é se desenvolver sempre, mesmo que seu ponto de partida seja algo não muito contemporâneo, ou até obsoleto mesmo, o importante continua se desenvolver sempre. Conceitos passados podem ser um ótimo ponto de partida para quem ainda não tem nenhum conceito.

Claro que quem começa um movimento de adaptação e desenvolvimento organizacional deve também contar com algumas reações negativas, além das positivas. Mas tenha em mente que desenvolvimento sempre representará perdas e ganhos. O desenvolvimento sempre é compensatório quando o que se ganha é maior do que aquilo que se perde, se observar bem a natureza sempre funcionou assim.
Normalmente as dificuldades iniciais são as dificuldades éticas, de sucessão e da construção das habilidades conceituais dos colaboradores. É o mais comum em qualquer treinamento empresarial que traga inovações. Como lidar com elas?

Esta é uma outra história que lhe contaremos em outra publicação.
Até breve.

 

Fonte da Matéria : TrainerBr

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