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Evolução dos Cursos de Liderança

O Homem Conceitual – Curso de Liderança.

 

Algumas proposições do curso de liderança contemporâneo acabam nas famosas regras, técnicas de liderança ou ainda os 10 segredos disto, os 7 passos para aquilo e por ai vai.

Apesar de disfuncional não é de todo ruim. Como deve ter visto em nossas publicações anteriores, ter uma série de regrinhas obsoletas é melhor do que não ter nenhuma regra, ou nenhum ponto de partida. Melhorias só são possíveis se existir algo obsoleto a ser melhorado. Uma visão, inicialmente ingênua. Entretanto se olhar bem como tem funcionado a sua vida, verá que faz sentido.
É uma consequência natural do treinamento para líderes voltado a simplificação e que atende a política do menos é mais. Concordamos que em muitas situações da vida o menos é mais mesmo, porém em outras situações, menos é menos mesmo. Se acha que não, compre para a sua casa o aparelho de TV mais barato, tente formar seu filho um grande profissional contando somente com as escolas públicas, abasteça sua geladeira com os alimentos sempre mais baratos, compre o automóvel que tem menos recursos e por ai vai. Veja no que dará.
São raras as situações aonde o menos é mais. Quando este conceito acompanha o pensamento de racionalização de esforços, recursos e de tempo, sim funciona muito bem. Quando este conceito vem acompanhado da necessidade do mínimo esforço, ou do cumprimento de prazos em detrimento de outras referências qualitativas (para qualquer coisa), o menos sempre acaba em menos mesmo. Um erro clássico e ainda muito comum em muitas organizações. Quando aparece alguma inovação esta dissonância fica mais evidente.

Verá que as regras não sevem para tudo. No treinamento para líderes o menos, é menos mesmo e não tenha dúvidas sobre isto.

 

As empresas de treinamento lançaram mão de fórmulas prontas, justamente para atender a mente pragmática do homem industrial e não foi uma jogada errada, um chute na trave, foi gol mesmo.
Para darmos os primeiros passos rumo a uma compreensão amplificada da Liderança e suas nuances, tivemos de começar por algum lugar simplificado, um ponto de partida simples e conceitos pouco aprofundados mesmo. Faz parte do conhecimento sobre qualquer coisa, partirmos de uma visão simplificada desta mesma coisa.

Não foi nenhum demérito vergonhoso, faz parte do método de aprendizado humano. O pecado foi que muitos portfólios das empresas de treinamento ainda não conseguiram sair deste estado de coisas.
O aprofundamento do conhecimento humano sobre si mesmo e sobre as coletividades (a única situação em que a liderança pode acontecer) gestou disciplinas como economia comportamental, psicologia evolutiva, aceleração cognitiva entre outras demandas conceituais e complexas. A Liderança foi por um caminho complexo, aprendemos muito mais sobre ela, mas começamos a enxergar que a liderança é muito mais do que a aplicação de regras simplificadas ou fórmulas prontas.

Significa que a liderança é muito mais conceitual do que sistemática, ou presa a processos ou regras.

Demanda por fórmulas prontas.

Acontece que a demanda por fórmulas prontas ainda continua em alta e exerce uma enorme pressão sobre as empresas de treinamento. As organizações tem urgência de adaptação às velozes mudanças contemporâneas, não poderia ser diferente, o tempo não para.

Como consequência as empresas de treinamento empresarial adaptam-se também. Algumas instituições conseguiram explorar toda esta complexidade e formataram treinamentos extensos que possibilitam ao trainee o aprendizado complexo da liderança, como a HBS, a University of St Gallen, HEC Paris, Essec Business School entre outras. Já outras não conseguiram tal façanha e estacionaram nas fórmulas prontas e presas ao menos é menos sem a racionalização e o aprofundamento em torno do tema.

Apesar da demanda por fórmulas prontas continuar em alta, quem forma líderes mesmo são as instituições que dedicaram tempo ao desenvolvimento de portfólios completos, maduros e abrangentes. Se reparar bem verá que os portfólios das pequenas instituições não passam de retalhos dos portfólios das grandes instituições e para atender a demanda por fórmulas prontas acabam dando uma ajeitada nas informações, uma “reformataçãozinha” aqui e outra ali e pronto, temos a fórmula.
Acontece que o tempo está passando e estas fórmulas se mostram cada vêz mais disfuncionais, ou pouco efetivas. Entendemos que o conhecimento das grandes organizações leva tempo para chegar nas pequenas e médias organizações, mas este tempo já está no fim. O treinamento empresarial mediano precisa de um up-grade e as organizações já percebem e demandam por proposições mais complexas de maduras da liderança.

Já aprendemos tanto sobre o tema liderança e muito pouco do que se sabe é transmitido a médias e pequenas organizações. Somente as grandes empresas, como a G&E tem fôlego para bancar um programa continuado, de 20 anos, de formação de lideranças e captar o resultado de um investimento de mais de U$$ 1bi como extremamente positivo. Não é a toa que a G&E é o que é e deve continuar sendo por muito tempo.
Nos altos círculos executivos americanos e europeus, quando se fala do tema liderança, imediatamente se projeta o pensamento para uma ação conceitual de longo prazo e fundamento para a longevidade da organização.
Entendemos que não é coisa fácil de ser digerida e nem compreendida, exige tempo e preparo. Por outro lado percebemos que é uma demanda cada vêz mais comum de médias e pequenas organizações algo que não seja mais do mesmo, quando se trata da formação de lideranças.

A demanda por fórmulas prontas ainda é alta, mas diminui a cada dia que passa. Além do mais ainda existem alguns paradoxos culturais a serem resolvidos e que batem nas portas das organizações todos os dias, abaixo verá apenas um deles.

A dificuldade conceitual – Paradoxos dos Curso de Liderança e das Organizações.

A dificuldade conceitual do homem contemporâneo tem uma componente cultural importante. Pessoas ansiosas por resultados rápidos tem enormes dificuldades para lançarem-se em estudos e desenvolvimentos de longo prazo, são mais afeitas, simpáticas, a fórmulas prontas e evitam, a todo custo, investimento de tempo em temas conceituais como ética, liderança, amor etc…

Não é a toa que vivemos, escancaradamente, num mundo tão carente de ética, carente de lideranças e carente de amor. O tempo que o homem dedica ao que dá importância é o que molda o mundo, por esta razão vivemos num mundo tão financeiro, tão produtivo, tão visual e tão pouco intelectivo ou conceitual.
Acontece que os grandes nomes da liderança contemporânea já percebem claramente que a liderança tem uma forte característica conceitual. Mas quais são?

Vá nas soft-skills, tão valorizadas no ambiente empresarial contemporâneo, que lá estará um mar delas como : relacionamentos, significados, ética, capacidade de abstração, arbitragem de conflitos, e por ai vai. Uma cascata de habilidades conceituais é demandada por empresas plugadas com seu próprio tempo.

O Treinamento de Liderança contemporâneo, que já amadureceu, é direcionado às soft-skills.

Hard-skills são importantes, mas agora são coadjuvantes ou complementos das soft-skills. Acontece que as soft-skills são rarefeitas em pessoas com problemas para elaborarem desenvolvimentos conceituais, ou como normalmente dizemos “pessoas concretas, de resultados e pragmáticas”.
Este é um dos nós da gestão contemporânea de pessoas. Qualquer curso de gestão de pessoas, atento ao seu tempo, deve ter lhe sinalizado isto.

Tudo isto aponta para um paradoxo? Sim aponta mesmo.

O paradoxo é que as organizações contemporâneas ressentem-se seriamente da falta de pessoas ricas nas soft-skills sendo que, estas mesmas organizações, foram as maiores fomentadoras da redução (ou supressão) das soft-skills com o excesso de normatização, processos, controles e tudo num ambiente altamente rotinizado, sem espaço para rompantes de criatividade até há pouco tempo.
Pessoas com características fortes em soft-skills (conceituais) costumam não serem simpáticas com estes ambientes.
Chegamos então ao paradoxo comportamental e organizacional contemporâneo.

Sabemos muito sobre a liderança mas o ambiente organizacional contemporâneo, que se ressente de lideranças, ainda não é um terreno fértil para lideranças. Tanto é que quando surge um líder notável qualquer numa organização qualquer, pode contar os dias. Ou se torna CEO, ou irá se lançar numa ação empreendedora individual ou migrará de organização (seu passe ficará muito valorizado e não faltarão pretendentes). As organizações ainda funcionam assim : Perde-se um líder e ganha-se um CEO (raros continuam líderes), perde-se um líder e o mercado ganha um empreendedor ou ainda perde-se um líder para a concorrência ou para um mercado muitíssimo carente de líderes.
As organizações estão sempre perdendo seus líderes, por esta razão é que são tão raros.
Um paradoxo de difícil solução? Fórmulas prontas resolvem esta questão?

Esta é uma outra história que lhe contaremos em outra publicação.

Até breve.

 

Fonte da Matéria : TrainerBr

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