Dinâmicas no Treinamento in Company

Conselhos e Advertências para o Treinamento in Company.

 

Já percebeu que algumas pessoas não sentem-se confortáveis ou mesmo não gostam de participarem de algumas dinâmicas num Treinamento in Company. É comum mas pode gerar reações negativas e até fazer surgir aqueles grupos internos que são contra as dinâmicas promovidas por Empresas de Treinamento e Desenvolvimento quando ministram o Treinamento Empresarial. Se você já participou de algum Treinamento In Company possivelmente já dever ter participado de algumas.

Como empresa de treinamento não somos detratores destes exercícios ou dinâmicas. Muitas são salutares e ajudam à promover a integração dos indivíduos da mesma organização, além de ser uma quebra gelo e um momento de descontração. Mas não é só isto, podem ser bem aproveitadas e atingirem à objetivos importantes no treinamento, mas deverão serem inteligentes e bem aplicadas por profissionais habilitados.
Porém não podemos deixar de ouvir todas as vozes e há uma certa razão quando afirmam que o excesso de dinâmicas podem, ao invés de provocar a integração e descontração, induzir à um estado de infantilização do treinamento tornando-o num playground. Já testemunhamos eventos deste tipo.

O que de fato acontece é que ao reunir muitas pessoas em torno de um evento, estará reunindo mentes diferentes e sensíveis à diferentes estímulos. Para alguns uma dinâmica pode ser salutar e educativa, já para outros pode ser uma quebra de concentração e um incômodo por não serem simpáticos à dinâmicas. Não há como ser diferente, afinal somos todos diferentes e reagimos de formas particulares às mesmas coisas.

 

A Questão da Reflexão.

Dinâmicas podem ser facilitadoras de reflexão quando são dinâmicas inteligentes e associadas à processos analíticos do que se realizou ali, mas não são indutoras da reflexão.
A única coisa que induz à uma reflexão é o esforço intelectivo orientado por um treinador hábil. Algumas pessoas fazem espontaneamente este esforço e outras precisam de em empurrãozinho. Este empurrãozinho pode ser uma dinâmica bem trabalhada.
O que vemos de fato é que algumas Empresas de Treinamento utilizam-se das dinâmicas mas deixam em aberto a discussão, perdendo a oportunidade e aprofundar-se em torno de uma determinada nuance da dinâmica. A análise dos comportamentos individuais ou coletivos e acabam perdendo uma excelente oportunidade de induzir todos à reflexão por falta de indução ou estímulo.

A dinâmica proporciona a experiência porém o que proporciona o conhecimento é a indução à reflexão. Se tudo terminar na dinâmica realmente a reflexão e o conhecimento podem não acontecer ou ficar à cargo das interpretações individuais que podem ser qualquer coisa.
A dinâmica em si não é boa nem ruim, mas sim como lidamos com ela. Podemos empobrecê-la por não realizarmos reflexões ou enriquecê-la com induções inteligentes e conclusões coletivas.

Excessos de Dinâmicas.

Quando acontecem os excessos em seu uso percebemos que são em situações específicas e as mais comuns são :

  • A Platéia não está interessada. O Treinador ou Palestrante inabilitado para apresentação do material proposto de forma que desperte o interesse e concentração dos trainees. Neste caso utiliza a dinâmica para acordar a plateia. Esconde uma inabilidade de quem promove o evento. Quando trainees percebem esta manobra há o comprometimento do evento e sua avaliação negativa.
  • Treinamentos Longos. Nada mais natural do que sentirmos cansaço por exaustão, mesmo que o tema seja interessante e o Treinador um expert, há a limitação física do treinamento. Neste caso uma boa dinâmica que também acordará os trainees pode ser algo muito salutar e apropriado porém, há de ser inteligente e aderente ao tema que ali está em foco. Normalmente bem vindas e bem aceitas.
  • Conteúdo insuficiente. Complementar conteúdos insuficientes com dinâmicas é o pior caminho à ser escolhido. É preferível não ministrar o treinamento e dedicar tempo ao enriquecimento de conteúdos e reavaliações do portfólio. O cliente deseja e precisa do valor agregado que o treinamento poderá proporcionar. Um conteúdo pouco agregador e preenchido com dinâmicas equivale à uma roupa com remendos. Será utilizada somente se não houver alternativa nenhuma.

Sem Dinâmicas.

Alguns treinamentos podem não ter dinâmica alguma e nem por isto serem desinteressantes, como o Curso de Liderança em seus módulos avançados. O programa foi formatado para ser ministrado em módulos de 2 horas para atender uma demanda corporativa por flexibilidade. Neste caso não há a necessidade de dinâmicas. Podem até serem utilizadas para um determinado fim mas normalmente não são demandadas.
Quando ministramos 3 módulos num mesmo dia, continuadamente e para a mesma turma adotamos o hábito da inserção de dinâmicas recreativas e relacionadas ao tema, desta forma atendemos uma exigência de relaxamento dos trainees sem impedir o aprendizado. Mantemos a atenção em alta com a ajuda de dinâmicas inteligentes.

Não há uma cartilha à ser seguida. Utilizar de dinâmicas pode ser uma manobra inteligente e aprazível à todos, mas não podemos esquecer de aplicar dinâmicas inteligentes e realizadas com propósitos bem definidos, de preferência que aconteça o debate em torno das dinâmicas realizadas e o que se pretendeu comunicar à todos.

 


Fonte da Matéria : TrainerBr

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