Empowerment – Curso de Gestão de Pessoas

Abordagem ao Empowerment no Curso de Gestão de Pessoas.

No Curso de Gestão de Pessoas você deverá ouvir o termo Empowerment ou Empoderamento, é um nome novo para a tentativa de solução de um problema antigo. O preparo de colaboradores para assumirem um horizonte maior de responsabilidades numa organização, resumindo é um conceito de Administração de Empresas que significa “descentralização de poderes”, ou seja, sugere uma maior participação dos colaboradores nas atividades da empresa ao lhes ser dada maior autonomia de decisão e responsabilidades.

Empresas de Treinamento e Desenvolvimento utilizam-se deste termo para a realização de projetos que não mudaram muito nos últimos anos, que é a melhor preparação de colaboradores para o exercício de suas atividades na organização, com mais autonomia e ampliação de seu espectro de decisão, desonerando desta forma a administração superior e tornando a hierarquia mais enxuta.

No Curso de Gestão de Pessoas o termo assume o mesmo espectro, mas um pouco mais voltado ao poder que o indivíduo deve assumir para se desenvolver e desenvolver o meio, consequentemente assumindo a liderança. No Curso de Liderança contemporâneo uma das afirmações constantes e parágrafo que não falta de ser abordado. Não são afirmações negativas ou conceitualmente erradas, mas não passa de roupagem nova num esforço velho.

 

A idéia comete as mesmas falhas das tentativas antecessoras, pelo menos no ambiente corporativo, basta um breve olhar sobre o conceito para que possamos ver o que se passa, de fato. No fundo nosso ambiente empresarial vive a consequência da falta de pessoas bem preparadas, com senso ético e um nível cultural melhor, como sabemos educação nunca foi o forte do Brasil, além de outros problemas estruturais que aqui não nos cabe arguição.
Claro que o ambiente empresarial procura por alternativas, pois é dinâmico e pragmático e muitas vezes vai buscar fórmulas experimentadas no Curso de Gestão de Pessoas em ambientes corporativos aonde vários de nossos problemas, que resultam na má formação do indivíduo ou do colaborador, foram melhor resolvidos, portanto fazem mais sentido lá do que aqui. O que acontece é que quando estas fórmulas são aplicadas aqui, apesar de fazerem sentido acabam por tornarem-se disfuncionais.

Empowerment não torna as pessoas mais éticas, não as torna mais inteligentes, não lhes dá visão sistêmica, não lhes dá a capacitação para liderar, enfim antes do empowerment há a necessidade de pessoas aptas à serem empoderadas.
A constatação é devida às análises do Curso de Gestão de Pessoas que se ocupa deste tema, o que resume o programa de empowerment acaba sendo a mesma coisa que se resumia no passado. Um planejamento para a melhor preparação dos colaboradores que devem realizar certos cursos, estudos para se tornarem mais capacitados e autônomos, podendo assim assumir uma maior gama de atribuições e responsabilidades na organização. Se olhar para o passado verá que está é a preocupação das organizações e também a orientação do Curso de Gestão de Pessoas do passado, só que com nomes diferentes, mas os mesmos procedimentos.

É um lixo corporativo ? Definitivamente a resposta é não, pois uma melhor capacitação e o desenvolvimento dos indivíduos sempre traz resultados positivos, mas também não é nenhuma novidade, em si não traz nada de muito novo. O Treinamento in Company que aborda o empowerment como algo novo, inédito, um método melhor ou inovador não percebe que está dando um nome novo para um esforço antigo, sem novidades conceituais ou de métodos.

Sob o espectro pessoal, acaba na mesma vala comum. É comum vermos o termo empoderamento feminino, que trata dos mesmos temas ( se olhar em profundidade ) que os primeiros movimentos pela igualdade entre sexos, que tem seu início histórico por volta de 1837 quando Charles Fourier cunha o termo feminismo. O empoderamento feminino é um esforço e necessidade social antiga, mas que não conseguimos resolver até hoje, mas continuamos dando novos nomes para a mesma coisa, os mesmos problemas.

O que de fato observa-se é que, de época em época, o Curso de Gestão de Pessoas cunha novos termos para tratar do mesmo problema que, com o tempo, entra numa fase de esgotamento natural e precisa ser substituído por outro que, se não conseguir trazer conceitos realmente novos, pelo menos vem com o nome novo.

Não é uma crítica dura, é uma constatação que mesmo para quem pretende ensinar a inovação, também ressente-se da falta de inovação ou, no melhor das hipóteses, inovam muito pouco. No Treinamento para Líderes acontece a mesma coisa, se tirarmos a roupagem nova, veremos que muito pouca coisa dos programas existentes acrescentam de novo ao que Peter Drucker, Abraham Maslow e outros experts escreveram há mais de 50 anos.

Resumidamente o que o Curso de Liderança ou o Curso de Gestão de Pessoas necessitam, para que possam realmente contribuir mais objetivamente para as organizações, é abordarem os problemas corporativos com mais objetividade, mas deverão inovar para tocar em temas nevrálgicos com suavidade o suficiente para, ao invés de provocarem a rejeição, provocarem o acolhimento. Mas a falta de preparação dos próprios treinadores, e de quem concebe o portfólio do Treinamento Empresarial, faz com que, também sejam inabilitados à chegarem perto destes temas como ética, amor, excelência, liderança e outros espectros das manifestação humana.

O que de fato vemos todos os dias é o Treinamento para Líderes mais próximo de uma massagem emocional do que um Treinamento Empresarial que realmente agrega. Prende-se à conceitos fugídios e análises pouco aprofundadas ou ainda à fórmulas e repetições que, atendem o que exige o emocional, mas não atendem a demanda contemporânea, corporativa e real.

Não se iluda com brinquedos velhos com pinturas novas, são fórmulas que já nascem esgotadas. Empowerment é só mais uma delas, enquanto não encararmos frontalmente os problemas éticos nas organizações, enquanto não prepararmos os profissionais com os melhores conhecimentos que conseguimos desenvolver como gênero humano e enquanto não os ensinarmos o que é liderança de fato, o que teremos nas organizações serão um contingente de pessoas pouco éticas, pouco informadas e empoderadas. Simplesmente, não funciona.

 


Fonte da Matéria : TrainerBr

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