Ligue para nós (0xx11) 96590-5955 - [ Vivo ]

Liderança e Competição – Curso de Liderança


Curso de Liderança : Promover a Competição no Time é positivo?

Pergunta enviada, também em 28/06/17 :

Tenho um gerente que sempre procura promover a concorrência, a competição entre o time em torno de idéias e soluções para o negócio. As vezes acho que é uma medida pouco eficaz e, em muitos momentos, acabou mais conflitos do que soluções mesmo. Mas o mundo corporativo vê positivamente esta medida. O que vocês acham?

Esta proposição da liderança está sob forte cheque no mundo corporativo. Em algum momento do passado fêz sentido, numa sociedade menos conectada, menos interdependente e mais competitiva.
A competição hoje, apesar de ser a tônica do mundo dos negócios, está cada vêz mais associada ao desgaste pela luta por mercado do que pelo esforço para construção boas parcerias de negócios. O conceito de competitividade contemporâneo está se dissociando do embate e se associando a capacidade de inovação, cooperação e sustentabilidade de negócios.

Em nosso passado gestamos todo um conceito de competição associado ao embate, a luta por superação do outro (ou dos outros) e que acabamos levando para dentro das organizações traduzindo-a na luta por notoriedade frente as lideranças que, por sua vêz, usaram-na como fator de avaliação dos colaboradores.
Somente em nossos dias é que estamos gestando um conceito melhor e associado a colaboratividade, isto levanta uma questão importante que é o quanto este conceito de gestão de equipes e pessoas ainda está preso a formatos gestados no Treinamento para Líderes que ainda está no passado. Era muito comum nas organizações vermos aquelas famosas competições internas, muitas vezes estimuladas pelas próprias lideranças, afim de que os ávidos por galgarem postos na organização se esforçassem, e dessem melhores resultados, justificando uma premiação que geralmente era traduzida em melhores ganhos e novas posições na hierarquia organizacional.
Esta abordagem está num processo de caducidade. Ainda há mentes que crêem nestas fórmulas, mas os resultados que são apresentados frente a inovação e capacidade de colaboração de grandes times, já mostram-se pobres e com um rendimento insuficiente para tornar qualquer negócio sustentável.

É um tema complexo, que ainda não está com sua discussão fechada e requer aprofundamento, pois tem um forte espectro cultural a ser considerado.

Vamos do começo.

Universidades inglesas fizeram experiências comportamentais com bebês afim de descobrirem quais motores sociais movem ser humano ainda destituído das influências culturais do meio ambiente e o que descobriram foi icônico. Só confirma o que sabíamos, por dedução. Somos mais colaborativos do que competitivos, quando livres de construções culturais.
Alíás, uma das razões por que chegamos até aonde chegamos, é por sermos mais colaborativos entre nós mesmos, se comparados com outras espécies. Competimos com outras espécies sim, mas, entre nós, somos mais colaborativos do que competitivos em nosso, estágio mais livre do espectro cultural vigente, ou se preferir o famoso “Zeitgeist” de Johann Gottfried Herder e Hegel.
Foi realizado um documentário sobre estas pesquisas cujo nome original é “The Secret Life of Babies”, não sabemos se foi publicado no Brasil, mas se procurar pelo título em inglês, fácilmente achará.

A cultura nos tornou competitivos, principalmente impulsionada pela revolução industrial, que gestou a forma industrial de se pensar. Mas o pós-industrial está apontando para uma era mais difícil e desafiadora, para a época da interdependência. Se não quisermos vermos as estruturas antigas ruírem por caducidade, teremos de construir algo novo e colocar em seu lugar, e não vai ser fácil. Exigirá muito mais do ser humano do que discursos de marketing.

 

O fato é que a competição tem um objetivo específico e intrínseco e qual é este objetivo ?
A anulação do outro ou a anulação daquele que compete conosco.
Então, como ser colaborativo e contar com a colaboração daquele que foi anulado, pelo resultado de nossas ações? Chega-se facilmente em um contra-senso que, o Treinamento Empresarial varre para debaixo do tapete por não saber lidar com ele.

O conceito de que uma certa competição dentro de um time é positivo, é a típica afirmação de quem não consegue definir o tema sobre o qual disserta, pois não consegue elucidar com clareza o que é esta certa competição. Também faz parte do discurso dos incapazes de fazerem seus próprios times serem colaborativos e criativos e, na falta de expediente e preparo para a gestão e desenvolvimento de pessoas, acabam colocando os próprios membros da equipe na famosa competição interna e saudável. Fórmulas de gestão que bem poderiam ser apresentadas em programas das tardes dominicais, mas não servem para realidades objetivas.Típico de quem não tem um norte claro a seguir.

Tudo fica meio no ar sem uma clareza de definições ou conceitos. Parece conversa de políticos que falam muito mas não dizem nada com clareza. O resultado é desgaste do time para produzir algum resultado criativo. A pergunta que fica no ar é :

Será que existe uma forma mais inteligente de sermos inovadores e criativos sem o desgaste de uma competição interna ao time?

Esta pergunta e, qualquer que seja, a sua resposta redunda numa observação incômoda. É que um gestor ou líder que não consegue construir uma equipe realmente criativa e colaborativa, acaba por colocar-se diante de uma escolha de opção única (um paradoxo), a competição para estimular o time. E escolha de opção única sabemos que é falta de capacidade para a construção de uma nova opção.

Promove a competição, não por ser boa, mas por incapacidade de construir algo mais inteligente, ou seja um time colaborativo e criativo de fato. Para defender sua posição, elabora teses do tipo acima. Quem o ouve, como tem as mesmas incapacidades, encontram guarida e fazem de uma idéia obsoleta, um fato, assim nascem os mitos corporativos. Não se esqueça que o mundo é cheio de sofismas e no mundo corporativo não é diferente.

Não é fácil a construção de um time colaborativo e criativo, mais fácil é a competição. Gestores pedem para seus colaboradores irem pelo caminho mais difícil, mas eles mesmos escolhem o caminho mais fácil. Mesmo que custe algum prejuízo ao time, gera algum resultado e bingo !!!

Está vendo como funciona?

Este é o argumento de quem defende esta postura de gestão de equipes. Jack Welch, um dos mais festejados líderes corporativos do final dos anos 90 defendia tal conceito. Entretanto, como tudo na vida, até conceitos ficam obsoletos, e o que Jack Welch aplicou com sucesso em sua época, hoje já está obsoleto. Se esta afirmação não for verdade significa a morte da inovação pela inexistência natural da obsolescência, o que seria um absurdo

Tenha em mente que, nem tudo que as Empresas de Treinamento e Desenvolvimento produziram está, inatacavelmente, correto.
Há falhas e a correção desta falhas representam desenvolvimento.
O Treinamento para Empresas criou muitas fórmulas falhas sim, como em qualquer atividade humana. Basta checar o que o Curso de Liderança gestou no passado, não muito longe há uns 20 anos, e o que gesta hoje para perceber diversas diferenças conceituais e de abordagem.

Tenha em mente que, um time colaborativo e criativo, não tem a necessidade de competir entre si. Para quem sabe colaborar e criar coletivamente, competição é desgaste. Para quem não sabe, é a única alternativa, é falta de uma opção mais inteligente do que competir para criar.

Abraço e Bons Negócios.

 


TrainerBr

Suporte Trainer Br : +55 11 5613-6515
Mobile : +55 11 96590-4955
E-mail : relacionamento@trainerbr.com.br