Liderança e Vitimização – Palestra de Liderança


Liderança e Vitimização – Palestra de Liderança

Pergunta enviada em 02/08/17 :

Na Palestra de Liderança do dia 14/07, foi mencionado que a vitimização é um comportamento negativo dos liderados. Pessoas podem realmente ser vítimas e alertarem sobre isto para o grupo e para seus líderes. Isto gerou algumas dúvidas para mim. Gostaria elaborasse mais sobre esta questão.

Muito bacana seu pedido de maior aprofundamento em torno do tema vitimização.

Não aprofundamos o tema na Palestra de Liderança. É muito comum na Palestra Empresarial passarmos por conceitos aonde não há tempo para aprofundamentos, uma vêz que o tempo da palestra é reduzido, o que sugere uma abordagem específica posterior, é o que você nos pede e é o que faremos. Para conhecimento, este tema é aprofundado em nosso Curso de Liderança, aonde há mais tempo disponível.

Muito bem, pessoas realmente podem ser vítimas de qualquer evento que as tragam prejuízos, imputações indevidas, transtornos de ordem pessoal e outras consequências quaisquer. Normalmente quando são vítimas de fato, significa que não foram as responsáveis, ou os vetores, das ações resultaram na situação a que estão expostas e que as tornam vítimas.
Resumindo, não assumiram escolhas que resultaram ou induziram ao fato que as tornam vítimas. Na Palestra sobre Ética nós trabalhamos bem a questão das escolhas, se precisar de algum aprofundamento, poderá nos escrever que teremos prazer em deliberar, também sobre a questão das escolhas.

Muito bem, em resumo pessoas realmente podem ser vítimas, mas geralmente não tiveram o poder de escolha sobre os eventos que as tornaram vitimas de fato. Neste caso o melhor a se fazer é realmente alertar ao grupo ou ao líder sobre o que se passa, afinal podem ser situações que, se não combatidas e evitadas, podem fazer novas vítimas, o que é indesejável para todos.
Esta é uma análise preliminar para seguirmos adiante.

 

Você menciona a Palestra de Liderança do dia 14/07, o que nos revela a organização que nos solicitou este evento.
É uma organização já conhecida por nós de longa data, na qual estamos realizando, levando à cabo um projeto de desenvolvimento humano e organizacional há 14 meses consecutivos e realizamos algumas palestras corporativas, resumindo já conhecemos o time.
Detectamos, junto com as lideranças, no comportamento de alguns colaboradores a tendência em se vitimizar e o que se trata esta vitimização? O que tem de diferente do que expusemos acima?
Primeiramente temos de explicitar que a vitimização é uma coisa humana, e faz parte do nosso processo de amadurecimento adotarmos novos comportamentos e deixarmos os comportamentos antigos, que não servem mais para o momento que vivemos, no passado. Vitimização é um destes que deverão ficar no passado.

    Quando o indivíduo se coloca consecutivamente, repetidamente na posição de vítima, pode significar 2 coisas :

  • Ou é o indivíduo mais azarado do planeta.
  • Ou tem dificuldades para assumir suas responsabilidades. As consequências de suas escolhas e suas contribuições para o entendimento do estado em que se encontra.

Sobre a primeira alternativa, não iremos dirimir. É algo que está no imponderável, mas pode, raramente, acontecer. Uma sequência de eventos infelizes em torno da vida do indivíduo de forma que, ele realmente não tenha responsabilidades sobre a origem dos mesmos. Mas alertamos, acontece muito raramente.

Sobre a segunda alternativa, é um evento muito comum, acontece muito facilmente, portanto nos focaremos nele.

Como dissemos é humano pessoas se colocarem em posição de vítimas, continuamente. É quando assumem a negativa da responsabilidade de suas ações sobre os eventos negativos do ambiente, ou de si mesmas. Pode ser inconsciente ou conscientemente e, geralmente, é uma atitude reativa.
Quando isto acontece revela a baixa responsabilização que o indivíduo nutre por suas escolhas, que pode ser originada pelo medo, pela falta de interesse ou outro problema que um profissional habilitado, como um psicólogo, poderá detectar. Isto é um fator de enfraquecimento da equipe, pois acaba na percepção coletiva de que o indivíduo não consegue assumir responsabilidades diante do time. Como reação a equipe começa um processo de isolamento natural deste indivíduo e, nos casos mais graves, expelindo-o do time. Nos casos menos graves, mantem este indivíduo no time, mas sem protagonismo, o que enfraquece o time. Nos dois casos, o time perde.

O que orientamos como tratativa para resolver este problema?

  • Primeiramente o acolhimento da equipe que, percebe como negativo a perda de um dos seus indivíduos e no processo de acolhimento estará evitando o isolamento natural deste indivíduo, por consequência evitando uma perda para o time.
  • Apoio e participação, em suporte, para as decisões deste indivíduo é fundamental, além de sinalizar sua relevância para o grupo, aumentando sua auto-estima, também insere-o num processo de aprendizado e de responsabilização, paulatinamente. Esta iniciativa deve ser do líder com apoio dos outros liderados com expertise para tal e, sempre, monitorado pelo líder.
  • Ajuda especializada do RH ou outro profissional da organização que tenha habilitação para orientar esta fase de desenvolvimento nova para o indivíduo que a requer.

Sendo o processo bem sucedido, com o tempo o indivíduo vai tornando-se mais audaz e responsável diante do grupo, reduzindo seus processos de vitimização e fortalecendo o grupo. Demanda algum tempo e não há previsões exatas para encerramento deste processo, pode ser rápido ou não, varia em função de cada indivíduo.
Resumidamente este é o processo que vai minando a vitimização e que orientamos em nossas Palestras para Empresas. A ajuda de profissionais habilitados é fundamental, pois eles é quem conhecem os mecanismos profundamente e sabem as dosagens de estímulo à serem dados à indivíduos nesta condição.

Fora isto é enfraquecer o time, eliminando ou isolando o indivíduo.

Há os que defendem a troca de indivíduos como uma medida mais rápida para a solução deste problema. Alertamos que a troca de indivíduos, por melhor que seja o processo seletivo, sempre é um risco. Também há o tempo de adaptação e construção de relacionamentos do novo indivíduo com o grupo que pode ou não ser bem sucedido. Ou ainda trazer um indivíduo com o mesmo problema, mas que passou pelo processo seletivo, acontece todos os dias.
Não vemos com simpatia a troca do membro do grupo como primeira opção, e nem como a saída mais inteligente para o time.

Risco por risco, é melhor arriscarmos uma reorientação com que já conhecemos e temos relacionamentos construídos. Além do que, o processo de acolhimento e desenvolvimento de seus membros só fortalece o time, esta nuance foi passada na Palestra de Liderança do dia 14/07. O que é um problema que inicialmente enfraquece equipes, se soubermos trata-lo com inteligência e sensibilidade, pode ser um forte vetor de fortalecimento da equipe.
Nós que fazemos da Palestra in Company nossa vida, estamos constantemente dentro das empresas e conhecemos equipes de diversos matizes diferentes, podemos afirmar com conhecimento de causa que os times mais maduros são os que menos trocam seus indivíduos, quando trocam são nos momentos corretos de sucessão, e são os que mais acolhem e ensinam o que é responsabilização, de fato.

Esperamos tê-lo elucidado sobre o tema, abraço.

 


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