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Fake News e a Liderança Organizacional

Fake News e Liderança Organizacional.

Um dos graves, e reais riscos, que lideranças correm nas organizações é liderarem pessoas e equipes e, ao mesmo tempo, tendo de lidar com as famosas fake news oriundas do ambiente hiper-conectado que vivemos ou ainda do próprio time.
Muitas vezes as notícias falsas que vem da própria equipe não significa más intenções, maldades ou outras distorções comportamentais graves. Simplesmente mostram que pessoas correm o sério risco de serem vítimas de fake news e de tomarem decisões partindo delas.
Este é um problema contemporâneo real e imediato que pode trazer um sério risco para tomadas de decisões importantes nas organizações e cujos alicerces podem ter sido construídos por notícias falsas e suas vítimas.

Geralmente as fake news prejudicam muitos e enriquecem poucos as custas da falta de vigilância coletiva.

Para que se tenha noção do tamanho problema, a Universidade George Washington fez uma pesquisa com 2.000 pessoas e os resultados foram:

55% já ouviram falar em fake news.
63% revelaram não conferirem as fontes das notícias que chegam até elas ou conferem apenas ocasionalmente.
11% revelaram que sempre verificam as fontes.
83 % temem compartilhar as notícias falsas.

Parece que não, mas estamos muito vulneráveis a elas.

Outro dado importante veio do Brexit, interessante e preocupante.

Um dos maiores argumentos veiculados nas redes sociais e na web para a saída do Reino Unido da Comunidade Européia era de que a Grã-Bretanha gastava, semanalmente, a soma de 350 milhôes de libras esterlinas por conta da paridade e compra do Euro (mais do que em seu próprio sistema de saúde), o que era um dado fake, entretanto veiculado em torrentes nas redes sociais de todos os tipos e sites diversos.
Até aqui tudo bem se ninguém tivesse acreditado, entretanto verificou-se (depois da fatídica votação) que aproximadamente 50% dois eleitores que votaram pela saída do Reino Unido da Comunidade Européia, votaram por conta deste argumento.
Sabem quantos negócios foram prejudicados e o quanto vai custar o Brexit para os bolsos dos Bretões? Se ainda não sabe não fique triste, pois o que existem são somente estimativas, mas não são boas. A saída do Reino Unido da União Europeia pode custar entre 25,4 bilhões e 65,1 bilhões de euros aos britânicos, em função de acordos pela participação do país nos ativos do bloco, indicou uma análise divulgada pelo Bruegel, um centro de estudos com sede em Bruxelas.
Fake news não é mais coisa de crianças levadas, é bem mais grave.

A Agonia da Atenção.

O que mostramos acima foi uma certa desatenção do senso comum com que é fake com base em dados acadêmicos e seus impactos reais, que podem ser enormes para pessoas, organizações e países inteiros.
Mas em que isto pode influenciar sua liderança? Como isto pode influenciar sua equipe?
A análise não é tão simples, mas é algo que sua liderança tem de estar atenta. Vamos começar com uma primeira verificação, um pouco complexa, mas real.

Sabemos que um dos efeitos colaterais do acúmulo e exacerbação da produção/divulgação de informações é a agonia da atenção. Não há tempo para dispensarmos para a atenção quando temos de lidar com uma quantidade de dados e informações gigantescos como os que são produzidos em nossos dias hiper-conectados e nas empresas não é diferente. Com seus funcionários não é diferente e, se bobear, com você não é diferente.
Quando a atenção agoniza, as fake news nascem. É um mecanismo único que dá força para uma, como consequência natural o enfraquecimento da outra.

Como não pretendemos resolver o problema do mundo, no tocante as fake news, o que sugerimos é que trabalhe fortemente em torno da atenção de seus colaboradores aos conteúdos que chegam até eles. Não podemos monitorar o que os outros escolhem como fonte de informação, mas podemos orientá-los a certificarem-se de que estas fontes são confiáveis e que podem ser utilizadas como material analítico para tomadas de decisão.
Mostrar dados como os acima descritos (vá certificar-se de que são verdadeiros antes de divulgá-los) pode ser um bom começo.
Caso não tome este cuidado, correrá o risco de lidar com colaboradores sem filtros e que poderão assumir comportamentos e tomar decisões amparados por notícias falsas e dados imprecisos. Não significará má fé por parte de seus colaboradores, apenas mostrará que estão ignorantes de um problema contemporâneo grave e que, uma hora ou outra, irá impactar em suas atividades e relacionamentos. Muitas vezes os prejuízos provocados por estas informações poderão ser irreversíveis.

A Agonia da Responsabilização.

A agonia da atenção traz como efeito colateral, mais negativo ainda, a agonia da responsabilização. Ora, uma decisão tomada por conta de uma informação falsa não imputa, em quem a toma, nenhuma responsabilidade. A notícia era falsa mesmo, o que fazer?
Nada mais natural e justo, mas…………. (sempre há um mas)

Aonde fica a responsabilização (ao invés da responsabilidade)?

Fica no hábito consciente de não se verificar as fontes das informações num ambiente que é prolífico de fake news. Entretanto esbarramos em outro problema da psique humana que é o medo de assumir o mal hábito de não se verificar as fontes de informação (em tal ambiente pantanoso) diante da coletividade, sendo que estas informações foram as justas levadas em conta para uma tomada de decisão importante. Mostra uma liderança desatenta e a maioria das pessoas, de livre consciência, não assumem que foram lideranças desatentas.

Como consequência a responsabilização naufraga do mesmo jeito, o que é trágico para lideranças.

Note que aqui colocamos a responsabilização como o hábito e a responsabilidade como efeito. Ou ainda se preferir, responsabilização é o que acontece antes (evita o estrago) e responsabilidade é o que acontece depois (do estrago ter sido feito).
É um mecanismo comportamental complexo mesmo e lideranças tem de estar atentas a esta questão, afinal o problema é contemporâneo, real e não há como fugirmos dele, temos de enfrenta-lo, assim são os nossos tempos.

A Agonia dos Resultados.

Não precisa ser gênio para percebermos que as fake news, no ambiente organizacional, comprometem seriamente relacionamentos e resultados.
As organizações que mais se consolidam no ambiente que vivemos são as que conseguem as fontes mais honestas e precisas de informação relevante aos negócios. Quanto mais relevante e mais precisa a informação, melhor e mais segura a tomada de decisão.
Promover nos colaboradores o bom hábito de verificação das fontes e conscientizá-los de suas responsabilizações diante do ambiente informacional contemporâneo e suas escolhas, focando-os no que é relevante, não é uma tarefa fácil, mas tem de ser pensada e levada a cabo no dia a dia da organização. É um dos papéis das lideranças contemporâneas.
Todos irão ganhar com isto.

Bons Treinamentos Empresariais podem ajudar.

Um dos recursos importantes que sua organização pode utilizar é pela contratação de uma empresa de treinamento habilitada e apta a elaborar junto aos seus colaboradores esta conscientização, trazendo para o ambiente organizacional métodos e meios de informação confiáveis, além de apresentar aos colaboradores estudos de caso importantes (não faltam exemplos a serem mostrados).
Desta forma nenhum colaborador poderá assumir o papel de desavisado ou aquele que está no grupo dos 45 % que nunca ouviu falar das fake news.

No tocante a liderança e gestores, um portfólio maduro e atualizado também é importante. Um bom e atualizado treinamento de liderança saberá orientar seus lideres e gestores a promoverem, no tecido organizacional, o cuidado com as verificações das fontes de informações relevantes aos negócios e aos relacionamentos humanos que ali se desenham. A gestão de recursos humanos de qualquer organização consciente de seu tempo passa por estas ações.

Boas Palestras Empresariais também podem ajudar.

Não havendo recursos, ou tempo, para ações imediatas como um treinamento empresarial focado no tema, poderá lançar mão da palestra empresarial como um primeiro passo orientado para esta questão.
Normalmente tem um custo menor, demandam menos tempo e podem dar uma boa visão dos perigos das fake news. As palestras mais demandadas em nossos dias e que tocam nesta questão são palestras sobre ética e palestras de liderança.

Boas palestras empresariais combinadas com ações promovidas pelo RH podem resultar em ótimos programas internos de conscientização tanto de gestores como demais colaboradores.
O que sua organização deve evitar ao máximo é não se posicionar diante deste problema contemporâneo que, de uma forma ou de outra, acabará afetando o ambiente organizacional e seus resultados.
Fake news são sorrateiras e sempre vem de fontes que não esperamos que venham, muitas vezes por serem tão vítimas da desinformação quanto quem as consulta.
Olhos abertos.

Abraço e Bons negócios.

 

Fonte da Matéria : TrainerBr

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