Patologias – Treinamento para Líderes

Curso de Liderança – Patologias da Liderança.

 

O Treinamento para Líderes que aborda muito pouco os aspectos patológicos da liderança comete um grave erro. A falta da percepção destes estados patológicos, impedem sua prevenção. Isto mesmo liderança tem seus problemas patológicos, não se espante se na nossa Palestra de Liderança ou mesmo no Curso de Liderança, ouviu este termo.

Vemos muitos bons profissionais, ao começaram bem suas atividades como líderes, mas que entraram nestes estados patológicos por falta de preparação ou orientação, e não conseguiram se desvencilhar deles. Uma patologia, quando não resolvida, resulta em sofrimento e este sofrimento, se não for interrompido termina em morte. Lideranças morrem, muitas vezes por não resolverem estas patologias e não por falta de capacitação em hard-skills.

Mas quais são estes estados patológicos da liderança?

Como sua maioria é de espectro comportamental, existem uma miríade delas, mas atentaremos aqui às 4 mais comuns, que vemos demolir lideranças todos os dias, e ainda podemos buscar na história dados passados que apontam para as mesmas patologias.

  • Faltas Éticas – Talvêz a maior patologia de todas. O que você vê no Treinamento para Líderes, é que não existe liderança sem confiança e existem processos comportamentais que constroem a confiança entre líderes e liderados. Muitas vezes por imaturidade para tratar de temas nevrálgicos com os liderados, alguns líderes cometem a falta ética de mentir. A mentira, funcionando ou não, sempre é uma tragédia para lideranças.
    Quando a mentira funciona, condena liderados a viverem uma realidade, ou uma crença, que não existe. Ora, se um líder condena, voluntariamente, seus liderados a viverem uma realidade que não existe, ou parte dela não existe, estará liderando quem? O resultado aqui é somente um. Cedo ou tarde a liderança colapsa. Quando liderados começam a desconfiar, a liderança já colapsou. Liderados não precisam nem da certeza dos fatos, basta a desconfiança para se sentirem inseguros em relação às suas lideranças. Ninguém segue um líder em que não confia.
    Quando a mentira não funciona, é por que liderados percebem instantâneamente e o colapso da liderança, então, é imediato. A confiança se desfaz imediatamente e junto com ela, a liderança.
  • Pouca responsabilização dos liderados – A visão do líder romântico ainda paira sobre muitas mentes. Quando algo dá errado o líder assume o seguinte papel. Foi culpa exclusivamente minha. Chama a responsabilidade somente para si. Um enorme sofisma e uma reação emocional, que flerta com a infantilidade, do líder.
    É admitir que as pessoas, as quais lidera, não fazem escolhas ou se fazem escolhas não são responsáveis por elas. Ora, se os únicos indivíduos que admitimos que não são responsáveis por suas escolhas são as crianças ou os de mente debilitada, que status o líder dá ao time com este posicionamento? Crianças ou debilitados?
    Líderança e auto martírio não tem nada de próximo à maturidade.
    Um indivíduo pode até assumir este posicionamento quando está exclusivamente na posição de comando, que pode ser um determinado momento da liderança, aonde suas ordens ou diretivas não podem ser questionadas pelos comandados. Neste caso sim, a responsabilidade é toda do comando. Mas no caso da liderança legitimada por liderados, é exatamente ao contrário.
    Não significa que a maior parcela das responsabilidades não seja do líder, afinal ele é quem dirige, orienta, e estimula o grupo, mas o grupo tem sua parcela de responsabilidade em qualquer momento da liderança, que não seja o momento autocrático do líder, afinal escolhem e escolhas redundam em responsabilidades, exceto nas crianças e nos débeis. Construir esta responsabilização junto ao grupo é que é o nó da questão que muitos líderes não conseguem fazer, então assumem este posicionamento imaturo, condenando o grupo, também , à imaturidade.
  • Promover competições internas – Outro sofisma. A colaboração entre mentes maduras, treinadas e colaborativas sempre foi muito mais produtiva do que competições internas. Na falta de capacidade para amadurecer liderados, treiná-los adequadamente e fazer florescer a colaboração como fundamento do time, a única saída que resta é a competição mesmo.
    Pena que ainda não inventamos o medidor de competição para podermos detectar o que é esta “certa dose de competição interna” que muitos líderes repetem sem saberem exatamente o que é, muitos nem conseguem verbalizar sobre o tema. Irá perceber que mesmo muitas Empresas de Treinamento e Desenvolvimento defendem este posicionamento das lideranças, mas ao primeiro escrutínio de uma mente um pouco mais preparada para lidar com o tema, e que sabe o que é a liderança, acabam por darem respostas evasivas e pouco definidas em torno desta questão.
    Competição interna é desgaste interno, colaboração interna é lucro interno.
  • Prometer e não cumprir – Para manter liderados no time, prometem o que não podem cumprir. Trágico e muito comum em líderes despreparados e inseguros, mas que acabam com a liderança, ao invés de mantê-la. Se o líder faz isto conscientemente, esta mentindo e esbarra numa grave falta ética.
    Se o faz sem a certeza de que poderá fazer, está sendo inepto e incapaz de cumprir o que promete ao time. Acaba com sua credibilidade e colapsa.
    Não há saída para esta falta grave da liderança.

 

Há outras patologias da liderança, mas estas são as mais comuns que percebemos todos os dias nas organizações, são de natureza grave e nem sempre perceptíveis por gestores e líderes.

Em suas abordagens e resolução exigem maturidade, conhecimento, reflexão, posturas, ações sistêmicas e um treinamento para líderes de alto nível. São abordagens bem polêmicas, mas objeto de duro questionamento por parte de acadêmicos como Robert Edward Freeman, Peter Senge, e Bárbara Kellerman que, ao mesmo tempo são autores consagrados e que influenciam fortemente o estudo da liderança e seu desenvolvimento, tanto no ambiente público, quando privado.
Outrossim há uma enormidade de dados históricos que podemos elencar em grandes colapsos de liderança nas organizações desde o começo do séc XX até os dias de hoje, mas estes dados serão para outra publicação sobre o tema.
Sabemos não é fácil resolver estas patologias da liderança, mas se é possível para um único ser humano, é possível para qualquer líder que tenha uma legítima vontade de desenvolvimento.

Polêmico, não acham? Deixamos este desafio conceitual para você e suas reflexões.

 


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