Lideranças e o Discurso Político

Palestra de Liderança.

 

Ninguém segue um líder que não sabe aonde quer chegar.

Joe Namath

 

Ao final de uma Palestra Empresarial foi questionado para nós qual a abordagem que tínhamos sobre o discurso político e sua influência para as lideranças contemporâneas. Que bela pergunta e que pode ser passível de uma elaboração extensa e complexa, mas não iremos por este caminho, não é este o objetivo de uma postagem.
Na Palestra de Liderança abordamos sobre a objetividade do líder e dissertamos sobre a frase acima exposta. É natural acontecerem após as palestras para empresas alguns questionamentos que são originados pelo momento político que vivemos. O que responderemos está conectado à questão conceitual e a ligação com o discurso político que vemos todos os dias caberá ao leitor.

Há uma ligação com a exposição da Palestra sobre Ética quando tocamos na questão da legitimidade, pois legitimidade pressupõe a comunização, a coletivização do que é proposto no discurso ou ainda o eco que o discurso encontra no coletivo.
Muito bem, indo ao cerne da questão, quando o líder discursa e tem a preocupação de elaborar o que seus interlocutores querem ouvir está procurando exatamente a legitimidade para o seu discurso. O coletivo é quem legitima as proposições da liderança. Não é uma postura questionável por si mesma, afinal procurar pontos em comum com interlocutores é uma necessidade para quem procura se comunicar com efetividade e legitimidade. Nas palestras corporativas este recurso é largamente utilizado e faz parte da construção do que é comum. Nada mais legítimo para seres empáticos que somos.

 

O que a frase de Namath esconde é justamente a situação em que as lideranças assumem este posicionamento exclusivamente para lograr êxito em objetivos ocultos.
Por serem ocultos flertam como o que é ilegítimo, pois se fossem legítimos não precisariam ser ocultos.
Neste caso, o discurso da liderança esconde todo o seu cinismo. Monta uma cena, com seu discurso, para apresentação aos seus interlocutores. É a liderança colapsada que para ter seguidores recorre ao discurso descolado das intenções, dos objetivos ocultos. Se estas intenções fossem claras no discurso, seus seguidores poderiam deixar de seguí-lo e por medo, a liderança recorre ao cinismo.
Líderes que só conseguem discursar o que seus interlocutores querem ouvir, são lideranças colapsadas. Procuram esconder por todos os meios o seu colapso, sua incapacidade de liderar.

Quando os interlocutores começam à perceber este comportamento no líder, a primeira impressão é de que a liderança não sabe aonde quer chegar, uma vêz que seu discurso está descolado do direcionamento que dá às suas decisões e influências.
Ou no pior dos casos que a liderança é uma farsa, um engodo que o líder não conseguiu esconder.
Nos, que nos ocupamos da Palestra In Company, sempre dedicamos um tempo ao seu final para elaborações mais próximas aos interlocutores e não escapamos de questionamentos que tem alguma ligação com o momento político que vivemos, é natural e inevitável.
Entenda também que o discurso político não é ruim em si mesmo. É humano e natural.
O que é ruim são os políticos e o descolamento de seus discursos com o que realmente pretendem ou seus objetivos ocultos e ilegítimos.
Cremos que lançamos um pouco mais de luz sobre esta questão.

 


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