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Motivação no Trabalho

Fazer o que não é óbvio.

Quando alguém disserta negativamente sobre colaboradores que somente fazem mais do mesmo, e acontece muito nas organizações, induz (conscientemente ou não) ao pensamento que fazer o que é óbvio é algo reprovável e não condiz com o que a organização espera deste mesmo colaborador.
Como empresa de treinamento temos de alertar sobre os efeitos negativos deste posicionamento da liderança e as armadilhas que existem atrás da repetição das verdades não refletidas.

Porquê?

A razão é, constrangedoramente, simples. Ministramos, na maioria de nossas ações de educação corporativa, o treinamento in company e este nos possibilita uma aproximação com gestores de RH, diretores, gerentes e (não raro) acionistas. Alías uma das enormes vantagens do treinamento in company frente a outras modalidades de treinamento a distância. Constatamos que muitas das observações (quando não reclamações) dos gestores é que parte do time tem enormes dificuldades na realização das tarefas de forma que atinjam índices de qualidade elevados. Em resumo : Fazer o óbvio com excelência, ou próximo da excelência.

Muito deste comportamento pode ser induzido pelos próprios gestores que com afirmações do tipo: “você está fazendo mais do mesmo”, acabam transmitindo ao time que o óbvio é algo que não tenha valor e, por conta disto, avaliado como não importante ou ainda que não será observado. Uma indução, na maioria das vezes, pouco óbvia para muitos gestores por tratar-se de uma reação emocional que muitos colaboradores não externam e que vai, com o tempo, sedimentando-se, em seus comportamentos.
Afirmamos que na maioria dos casos é uma observação não óbvia para os gestores. Caso contrário ou seja, sendo uma obviedade aos gestores, seria ao mesmo tempo afirmar que os gestores criticam colaboradores por fazerem somente o que eles mesmo (gestores) fazem ou seja, o óbvio. Rapidamente se chega a um paradoxo nas relações entre gestores e colaboradores.

Um paradoxo?

Sim, se não tomar cuidado acaba-se fatalmente num paradoxo, mais facilmente do que se imagina.
Este posicionamento, na leitura de muitos modelos culturais, é a mais pura expressão do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” e bem ao pé da letra.

 

Ao questionar alguns gestores e para induzí-los numa reflexão, chamamos a todos para que estes expressem claramente o que seria este “não óbvio” de forma que tenhamos, então, um mapa ou um norte a seguir na correta orientação dos colaboradores em suas atividades e, icônicamente, as respostas vem demasiadamente subjetivas ou simplesmente não vem.
Isto mostra claramente que não há definição quanto ao “não óbvio” pelo simples fato dos gestores não o sabê-lo. Acontece muito em sessões de coaching de equipes logo após o treinamento de liderança.

Acaba em outra situação perniciosa para líderes que é pedir aos colaboradores que façam algo que não conseguem definir o que seja e nem com clareza (uma obviedade). Isto, na mente dos colaboradores, evidencia claramente um gestor que não sabe o que está pedindo. E, muitas vezes, não sabe mesmo. Seguindo adiante, a única coisa que toma o lugar desta relação é: de um lado falta de credibilidade (e de liderança) e de outro falta de confiança.

Portanto orientamos você (gestor) que ao pedir que um funcionário faça o que não é obvio, esteja preparado para lhe dizer o que é este “não óbvio” e explicar suas razões e detalhes. Se não estiver preparado para um posicionamento maduro neste nível, esteja então pronto para construir com o colaborador uma solução não óbvia e que saia do esforço intelectual dos dois (ou mais) juntos. Seja um co-construtor de “não obviedades” ou fique no óbvio, pedindo que os outros pensem fora da caixa.
Caso contrário poderá cair numa armadilha natural da percepção humana que é o posicionamento de quem não sabe o que está pedindo para alguém que não está lhe entendendo.
Para muitos gestores percebemos que, apenas cuidar para que o óbvio seja feito com excelência é muito mais salutar e produtivo do que ficar pedindo algo que nem o gestor e nem o colaborador conseguem definir o que é.
Se parece confuso, pare e observe bem a sua volta, o dia a dia, o que está acontecendo na sua organização e ficará extasiado com o resultado de suas observações.

O próprio treinamento empresarial repete muito este mote, entretanto caem no mesmo contra-senso comum de não conseguir exemplificar o que é o “faça diferente”. Somente mentes capacitadas e preparadas para lidarem com problemas e soluções com alguma complexidade não caem nesta armadilha tão primária do comportamento humano mas, infelizmente, ainda muito comum.

Liderança e mais do mesmo.

Indo mais adiante, a própria liderança que assume este comportamento, ou este discurso, tem dificuldades em perceber que está fazendo exatamente mais do mesmo, ou seja, repetindo motes de gurus.
Esta percepção, só a tem claramente quem está em constante mudança de seus contatos nas diversas organizações.

Você vai para a organização A e vê que a liderança está dizendo aos seus colaboradores: Saia da caixa e não faça somente o óbvio.
Você vai para a organização B e vê que a liderança está dizendo aos seus colaboradores: Saia da caixa e não faça somente o óbvio.
Você vai para a organização C e vê que a liderança está dizendo aos seus colaboradores: Saia da caixa e não faça somente o óbvio.

O discurso, eliminando as diferenças semânticas, é exatamente o mesmo.
Ora, não estão todos fazendo, exatamente, mais do mesmo? Apenas repetindo um discurso baseado em motes organizacionais contemporâneos? Isto não é, constrangedoramente, o óbvio?

Uma proposição para lidar com este problema que é bastante interessante é a percepção de que pessoas tendem a fazer somente o que é o óbvio para elas por estarem numa zona segura de ações, aonde dominam causas e consequências. Não necessariamente em suas zonas de conforto, mas em zonas aonde podem estar desconfortáveis (ou submetidas a algum stress), mas sabem como proceder e como agir para que a situação se equacione com o menor desgaste possível. Aonde a redução do stress e do desconforto está na aquisição de maiores conhecimentos e recursos para que se lide melhor com as causas ou seja, se lide com a situação fazendo algo diferente e proporcionado por esta aquisição de conhecimento até então, faltante. Como consequência natural a ampliação dos horizontes de ação o que, ainda resulta, em fazer melhor e de uma forma diferente o que sempre se fêz.

Parece óbvio não acham?

Então porquê esta abordagem não está na ponta da língua da maioria dos gestores contemporâneos?
A resposta, constrangedora, é: Não estão focados no que é obvio. Muitos além de não conseguirem, ao longo do tempo, criar inovações não óbvias (nem todo mundo consegue mesmo, basta observar e verá que assim é a vida) simplesmente deixam de lado o cuidado com que é óbvio e a empresa começa a ir mal sem saber os porquês.
Portanto cuidado com o discurso para seus colaboradores. Em mais ocasiões do que imagina, não duvide disto, fazer o óbvio bem feito é realmente pensar fora da caixa e colher mais e melhores resultados.

 

Fonte da Matéria : TrainerBr

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