Palestra Empresarial – Gestão de Conflitos


Gestão de Conflitos – Palestra Empresarial

Pergunta enviada em 13/07/2017 :

Numa Palestra Empresarial que tratava do tema liderança ouvi sobre gestão de conflitos, mas creio que é algo que não podemos gerenciar. Não faz sentido ficar gerenciando conflitos, em minha visão é improdutivo. Conflitos, ou se resolvem ou se eliminam. É uma postura radical de minha parte? Como gerenciar conflitos?

Não conhecemos o conteúdo da Palestra Empresarial que você assistiu, mas podemos ajudá-lo na questão da gestão de conflitos. Em síntese você está correto, conflitos ou se resolvem ou acabam em prejuízo.

Primeiramente vamos perceber o que é o conflito num ambiente empresarial e como as organizações percebem esta questão bem diferente do que, normalmente, temos a percepção de conflitos entre duas ou mais pessoas. Não sabemos se a Palestra de Liderança que viu fêz esta abordagem, então temos de fazê-la, preventivamente.

Conflitos, num ambiente empresarial é visto como um desequilíbrio grave, não pela natureza ou motivação do conflito, mas pelo impacto que pode ter na organização.
No âmbito pessoal, duas pessoas podem estar em conflito, mas um conflito não grave, muitas vezes um conflito de posicionamentos, percepções, opiniões, mas que não impossibilitam seu convívio. De fato as pessoas acabam por escolher como vivem juntas, em função de como resolvem seus conflitos e, muitas vezes resolvem estes por motivações emocionais.

 

Num ambiente empresarial o conflito é visto sob uma abordagem diferente. É a falta de sintonia, de alinhamento que implica na queda da produtividade, pode ser um conflito pessoal grave ou não, mas sempre impacta em quedas de produtividade.

Não sabemos se a Palestra Empresarial fêz esta abordagem, mas tenha certeza que numa organização tudo o que impacta negativamente na produtividade é considerado grave, pois uma organização funciona como uma reação em cadeia aonde um pequeno problema numa ponta do sistema produtivo, pode impactar gravemente em outro momento da cadeia, ou na ponta da cadeia. Mesmo que seja um conflito pessoal de baixa gravidade para as pessoas, nunca o é para a organização.
Portanto há duas abordagens a serem aqui tratadas :

  • O impacto do conflito na cadeia produtiva.
  • O impacto do conflito no relacionamento entre colaboradores.

Empresas de Treinamento e Desenvolvimento de Liderança Empresarial desenvolveram, então técnicas para lidarem com a questão.
A primeira técnica prevê o conflito exclusivamente sob o impacto na cadeia, o que será necessário para anular o impacto do conflito na organização, seja qual for a origem. Normalmente gestores e líderes realizam este trabalho com suporte de técnicas devidamente orientadas a esta abordagem dos impactos sistêmicos do conflito, não necessariamente a anulação do conflito que pode estar em outra área da organização, mas impactam na área aonde está o gestor ou líder que dedica-se a esta observação sistêmica.
A segunda técnica, pode ou não ser disparada pela primeira análise, a sistêmica. É prerrogativa do RH, e seus profissionais preparados para tal, que podem ser acionados a atuarem sobre a origem do conflito. Claro que amparado pelas análises oriundas da primeira observação realizada, neste momento o gestor que detectou este impacto sistêmico em sua área sai de cena, e entra no cenário o pessoal habilitado do RH para a devida intervenção, utilizando-se de técnicas também particulares do RH.

Quando o conflito acontece internamente a área aonde o gestor detecta o seu impacto sistêmico, então ele trabalha orientado pelo RH na resolução do conflito, tomando as medidas necessárias para que, na origem, tenha uma solução que retorne o sistema ao equilíbrio e a produtividade volte a ser máxima, pois livre de resistências que, normalmente são produtos imediatos de conflitos.

Percebe então que a abordagem ao conflito é muito diferente do que a percepção comum de conflitos? É a abordagem, exclusivamente sob um olhar sistêmico e não pessoal.
Não sabemos se a Palestra Empresarial tratou do tema desta forma, mas é assim que as técnicas de gestão de conflitos acontecem nas organizações, reduzindo o aspecto pessoal do conflito e focando no aspecto sistêmico, o qual realmente importa para a produtividade da organização.
Há Palestras Empresariais que tratam do tema sob o aspecto mais humano e pessoal da resolução de conflitos, mas nossa linha de abordagem, costuma ser sistêmica também. Não criticamos a Palestra Empresarial que trata do tema sob este espectro, simplesmente não temos simpatia por esta abordagem.

Os mais críticos destas abordagens, afirmam que ao tratar da questão dos conflitos sob o espectro pessoal é uma forma de reduzir a responsabilização que o colaborador possa ter ante o sistema e exacerbar o individualismo deste, além de aprofundar os conflitos em longo prazo. Não temos uma opnião formada sobre esta questão, mas não preferimos este método. Somos mais simpáticos a uma abordagem sistêmica.
Qualquer que seja o Treinamento para Líderes e em qualquer formato, deve tratar da questão da arbitragem de conflitos. As abordagens e conceitos ficam a cargo do formato e conteúdo do treinamento e o que a organização prevê para si mesma ou seja, o que naquele momento faz mais sentido. Não existe uma palavra definitiva para a questão da gestão de conflitos. Se uma abordagem não funcionar, a organização pode adotar outra abordagem, o importante é que resolva o conflito.

 


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