Protagonistas – Curso de Liderança

Protagonismo e Retenção de Talentos – Curso de Liderança.

 

Uma das expectativas que podem trazer diversos problemas para aspirantes, quando fazem um Curso de Liderança, é a própria liderança. Numa geração um pouco mais ansiosa é um cuidado especial à ser tomado.
É muito comum pessoas confundirem a situação de comando com a liderança e ao realizarem um Curso de Liderança nutrirem expectativas em assumirem o comando, quando não acontece a realização desta expectativa, o que toma lugar é o desestímulo e, por vezes, a perda do profissional. Temos de entender melhor porquê isto acontece muito em nossos dias.

Esta é uma das responsabilidades fundamentais de profissionais que dedicam-se ao Curso de Liderança e aonde não podem falhar. Se falharem tem enormes chances de treinarem pessoas para o fracasso e para a decepção.
Também acaba por ser a responsabilidade de quem contrata uma Empresa de Treinamento Empresarial pelo melhor orçamento, além de uma contradição flagrante em como administra o próprio negócio. Afinal o valor agregado, é o que toda organização busca incessantemente para seu portfólio de produtos, acaba por não ser o critério de escolha na hora da contratação de um serviço tão importante como a formação das lideranças da organização, mas não é esta a tônica de nossa reflexão.

 

A Cultura Hierarquica.

A armadilha mais comum que percebemos em novos líderes é serem preparados para a liderança e passarem à, quase, exigir de seus líderes uma posição de comando.
Este é o fruto de má preparação. Aspirantes mal preparados ou preparados por profissionais inabilitados à ministrar um curso de liderança sob um portfólio maduro e contemporâneo, que desconstrua a cultura hierárquica herdada do ambiente cultural e de uma educação corporativa obsoleta para estes novos tempos.
Basta uma rápida leitura do ambiente corporativo à nossa volta para percebermos que as organizações estão lutando todos os dias para tornarem sua composição hierárquica mais achatada, o que significa que organizações deverão operar cada dia com menos posições de comando. Uma tendência de nossos dias e de nossa evolução.

Não é uma jogada corporativa para aumento de lucros, apesar de acabar sendo uma redução do peso salarial. Para perceber esta tendência basta a observação de que a hierarquia é fruto de ambientes que exigem vigília, monitoramento e controle por profissionais exclusivamente focados nesta atividade. Significa que seus times não tem autonomia nem desenvolvimento para serem auto gerenciáveis ou a atividade simplesmente não permite a formação de times auto gerenciáveis como por exemplo o comando de frotas, de trabalhos temporários, territorialmente distantes etc..
A hierarquia organizacional clássica num ambiente aonde o time acaba por conviver a maior parte do seu tempo corporativo é uma distorção herdada da falta de capacitação do time para a construção de um relacionamento produtivo, falta de recursos e investimentos no desenvolvimento humano e falta de ética. Aonde a ética não funciona, nada melhor do que regras, leis e hierarquias.

Ansiedade e Cultura.

Numa geração de jovens ansiosos por protagonizarem seus papéis, esta cultura hierárquica é um enorme empecilho. Por esta razão é muito comum vermos jovens profissionais simplesmente desprezando a estrutura hierárquica, ou quando não desprezando, almejando galgarem posições rapidamente nas organizações. Somente desta forma é que poderão serem os protagonistas.
Seu objetivo não é a hierarquia em si, mas seu protagonismo. Então como resolver esta, quase, contradição?
A resposta é times auto gerenciáveis. Uma das aspirações da maioria das organizações e demandadas para muitas Empresas de Treinamento e Desenvolvimento organizacional.

Times auto gerenciáveis permitem a liderança, dão espaço para o protagonismo e tendem à serem mais produtivos e enxutos, mas há a exigência de que o time funcione sob uma das mais sutís e sofisticadas dentre as construções humanas, a Ética. Pensar num time, supostamente, auto gerenciável sem o concurso de ética é a mesma coisa de se pensar em justiça sem um sistema de leis. Simplesmente uma impossibilidade.
O potencial criativo que estes jovens trazem em si é de uma riqueza formidável, mas a ansiedade pelo protagonismo e a falta do alinhamento ético, que acaba por exigir a hierarquia, fazem com que as organizações entrem numa saia justa difícil de administrar. E perdem potenciais líderes todos os dias. Afinal de contas dar um cargo para a manutenção do profissional é um enorme erro, já o afrouxamento, ou achatamento, hierárquico em ambientes aonde a ética não é a tônica do convívio é um enorme risco. Entre o erro e o risco qual a melhor escolha?

A melhor escolha são times auto gerenciáveis. Mas como construí-los?

Começar pela Palestra sobre Ética é um bom primeiro passo, mas há muito mais à ser construído.
A preparação das lideranças atuais da organização é o fundamento. Não há como evoluir a ação sem evoluir o pensamento primeiro. A educação corporativa séria e orientada para o desenvolvimento humano de fato, será uma exigência para organizações num futuro muito breve. Ou isto ou a obsolescência.

Inovação.

Dar oportunidades para o exercício da criatividade não representará, inevitavelmente, a inovação, mas aumentará e muito a chance da inovação acontecer e ao mesmo tempo dá a oportunidade para jovens assumirem o seu protagonismo e encontrarem significados importantes para continuarem desenvolvendo-se e desenvolvendo a organização.
A necessidade da inovação não é somente uma exigência competitiva, como muitos crêem, mas uma exigência da vida. A vida só prosseguiu adiante porquê ouve inovação e não porquê ouve competição.
Claro que em alguns momentos de nosso processo evolutivo a competitividade pode ter sido uma impulsionadora da inovação, mas não significa que não existam outras alavancas comportamentais que façam o mesmo. É esta demanda que os Treinamentos para Empresas procuram atender. Além da procura incessante por competitividade existe a procura por conceitos e ferramentas comportamentais mais sofisticadas e inteligentes para tornar pessoas nos protagonistas em tudo o que fazem. Líderes, necessariamente, não estão no comando, mas sempre estão protagonizando.

Uma nova cultura de relacionamentos entre pessoas e organizações é, talvez, a maior demanda organizacional contemporânea no quesito gestão de pessoas.

Estes são os nossos dias e suas demandas.

 


Fonte da Matéria : TrainerBr

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