Tendências – Curso de Gestão de Pessoas

Tendências do Curso de Gestão de Pessoas.

Gestão de pessoas não é algo fácil para nenhuma organização. Acaba por ser um equilíbrio dinâmico, um conceito sofisticado, entre estímulos, por parte da organização, e respostas coletivas, por parte dos colaboradores.
Por um lado não existe nada que conheçamos mais maleável e adaptável do que pessoas, por outro lado pessoas só são maleáveis e adaptáveis quando percebem significados no que fazem. Quando não percebem estes significados, passam à fazer o que fazem somente para atender as necessidades básicas da própria existência. Em resumo dando o mínimo para que as necessidades sejam atendidas. Estão na base da pirâmide ou da hierarquia das necessidades de Maslow.

Apesar de uma afirmação polêmica, assim funciona a maioria dos seres humanos e tem sido a tônica dos portfólios das Empresas de Treinamento e Desenvolvimento dos últimos anos.
Mas pode-se argumentar que o significado que percebem, mesmo sendo o atendimento das necessidades básicas, ainda assim é o suficiente para realizarem o esforço para seguir adiante e serem colaboradores das organizações. Isto está correto em tese, e seguindo a lógica desta tese, uma vêz cessada ou reduzida a necessidade, a consequência natural é cessar ou reduzir a colaboração. Como a organização é a resultante dos comportamentos individuais, a organização também funcionaria assim, à não ser que seja introduzido, neste cenário, algum elemento que seja um contraponto desta inércia.

 

Para evitar este estado de coisas ou esta inércia, nada melhor do que estar sempre potencializando a necessidade ou, se preferir, aumentando as necessidades. Em resumo, retirar as pessoas de suas zonas de conforto e coloca-las numa zona de desconforto.

Como consequência a necessidade para sair desta zona de desconforto aumenta e a colaboração aumenta até que uma nova adaptação aconteça e o colaborador, que é maleável e adaptável, vai se ajustando à nova necessidade e, na medida do tempo, reduzindo a pressão que esta nova necessidade exerce sobre sua vida e novamente entrando em outra zona de conforto. Aqui começa um ciclo vicioso, que significa ciclo de vícios.

Quando isto acontece, nada melhor do que aplicar uma fórmula consagrada e novamente retirar o colaborador da zona de conforto para que a colaboração volte à aumentar. Então aumenta-se mais ainda a necessidade e assim este ciclo vicioso vai sendo retro-alimentado até que o colaborador não adapte-se mais e seja substituído por outro que dá melhores respostas à estes estímulos. É uma formula de pobreza asssustadora e, pior, a crença de muitos líderes, ainda.
E assim a vida corporativa vai adiante numa sucessão constante da busca de conforto por parte do colaborador e no constante exercício do desconforto alheio por parte da gestão.
Imagine se uma organização com este comportamento iria durar muito tempo num mercado competitivo e global. Para sua informação, a maioria funciona assim.

Um Curso de Gestão de Pessoas que ajusta seu portfólio à estes conceitos não traz nada de novo, o que foi delineado acima já é uma fórmula bem antiga da gestão de pessoas e teve seu apogeu na segunda metade do séc XX. O Treinamento para Líderes do passado funcionou, em boa parte, amparado por estes conceitos. Acontece que, por ser mutável, o homem está sempre se deslocando em seus comportamentos e uma fórmula consagrada do passado, pode não ser tão efetiva em nossos dias. Este é o desafio do Curso de Gestão de Pessoas contemporâneo.

Empresas Inovadoras.

Se a fórmula é, ou não é efetiva, não é a discussão dos acadêmicos que acabam por influenciar, sobremaneira, o Curso de Gestão de Pessoas contemporâneo. A discussão é outra : Será que existe uma maneira mais inteligente para a Gestão de Pessoas e o Treinamento para Líderes abordarem o estímulo para colaboradores nas organizações ? Há duas respostas possíveis :

  • Se a resposta for não, significa que o Treinamento e Desenvolvimento de Líderes chegou ao seu estado de excelência, ou seja, não consegue ir adiante e isto é o máximo que a gestão contemporânea de pessoas consegue realizar, resumindo, a contínua repetição de uma fórmula do passado que não conseguimos evoluí-la.
  • Se a resposta for sim, ou seja existe uma forma mais inteligente para a gestão de pessoas, então qual é esta nova maneira, mais inteligente, para a gestão de pessoas, do que consiste?

Belo desafio, não acham? Mas já há uma saída possível para este estado de coisas e muito desta resposta está escrita no comportamento das últimas gerações.

Em resumo é dar a oportunidade para que as pessoas descubram e utilizem suas reais virtudes à serviço da organização. Um conceito de uma sutileza particular e que poucas Empresas de Treinamento e Desenvolvimento conseguem elaborar com alguma profundidade.
O conceito é amparado pelo comportamento comum, de que o indivíduo ao exercitar suas virtudes, encontra-se no seu máximo estado de prazer, criatividade, produtividade espontânea e envolvimento, como consequência estará em seu estado de excelência, de máximo desempenho. Tudo isto sem a necessidade da pressão do desconforto que o Curso de Liderança do passado estimulava, e em algum momento acaba em desgaste. Mas para a implementação deste conceito há a necessidade da reconstrução das relações entre organizações e colaboradores que permitam esta espontaneidade e esta excelência. Aqui desenha-se um enorme nó para toda esta questão, esta reconstrução consistirá no que? A resposta ainda não é exata, é conceitual e algumas organizações já realizam esforços honestos neste sentido.

Esta nova forma de se fazer a gestão de pessoas exige mais do que a boa vontade em fazê-la, exige profissionais preparados para lidarem com comportamentos e conceitos sofisticados da gestão contemporânea, líderes sensíveis ao desenvolvimento humano nas organizações e o amparo de um Curso e Gestão de Pessoas que possa provê-los dos conceitos e experimentações que estarão levando à cabo.
E tempo, tempo para que as experimentações, reorientações e sedimentação de comportamento aconteçam.
O esforço para superação deste desafio pode ser entendido como : colocar pessoas em seus estados de conforto, de forma que seja dada a vazão e a condição adequada para exercerem suas virtudes. Neste estado de conforto estarão mais felizes, equilibradas, suscetíveis para a inovação e produzindo o máximo que suas virtudes podem proporcionar e colocando-as à serviço da organização de forma espontânea, sem desgastes.
É muito sofisticado e muitas lideranças simplesmente não possuem o estofo de informações e preparação para uma mudança tão sutíl. Parece um conto de fadas corporativo? Pois é não precisa se dedicar à este esforço, se não acredita que isto seja possível com o ser humano. Mas avisamos, aquele líder ou a organização que conseguir, deixará o restante para tráz, mas muito atráz. Algumas organizações contemporâneas já levam este esforço à sério e implementam programas de desenvolvimento humano robustos e inovadores.

Não será qualquer organização que terá sucesso na tarefa de levar à cabo estas transformações, mas a tendência de diferenciais competitivos, em nossos dias já está desenhada e perfeitamente delineada. Em resumo a inovação ou o uso criativo das virtudes.

Uma organização sofisticada, só pode existir com pessoas sofisticadas.

 


Fonte da Matéria : TrainerBr

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