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Reflexões sobre Liderança & Inovação

O olhar do treinamento empresarial sobre o fenômeno: inovação.

O Homem é o diferencial de qualquer organização.

Uma estratégia empresarial adaptativa não pode deixar de lado o espectro humano como fator determinante para sua longevidade. Esta é a percepção da gestão contemporânea mais disseminada no ambiente corporativo.
Se você participou de um treinamento de liderança e recentemente, certamente, ouviu esta afirmativa. Parece algo estranho para quem acompanhou e evolução dos aspectos conceituais da educação corporativa e do treinamento empresarial nos últimos anos. Porém tenha em mente de que o treinamento empresarial muda no mesmo ritmo que as organizações e destas mudanças é que são originados os seus portfólios, nada mais natural.

 

Num rápido passeio veremos que:
Nos anos 1970 o diferencial adaptativo era a informação (entenda tecnologia). A obra festejada que dispara este conceito no ambiente corporativo foi a Era da Incerteza de John Kenneth Galbraith, apontando para o fim da Era Industrial. Os líderes superinformados e realizadores, tendo seu expoente em Jack Welch, são a bola da vêz.
O treinamento de liderança seguiu este conceito e investiu fortemente em modelos de formação de lideranças realizadoras e inspiradoras.

Nos anos 1980 o diferencial adaptativo era o processo e somos presenteados com a reengenharia como importante estratégia empresarial de adaptação. A gestão focava-se em processos robustos e estruturas enxutas. Neste momento o líder realizador passou a ser o realizador enxuto (o gestor) que com pequenas equipes multidisciplinares e com processos robustos comandava o ambiente organizacional. Uma nova consequência na abordagem do treinamento de liderança da época.

Nos anos 2000 o diferencial tornou-se a conectividade, a capilaridade da organização e os aspectos culturais da diversidade. Resumindo, o entender-se com diferentes mercados e culturas. Os times multidisciplinares são reforçados, agora são multidisciplinares e multiculturais. O importante se tornou a adaptação cultural da organização. O treinamento empresarial seguiu o mesmo conceito.

Mais rápido que imaginamos, percebemos que as diferenças tecnológicas já não eram tão determinantes para a construção de diferenciais sólidos entre organizações. Entra, então, no cardápio dos diferenciais a capacidade de uso da tecnologia para provocarmos inovações. Um marco icônico deste momento foi o nascimento do I-Phone (um novo ícone), uma inovadora mudança nas formas como nos comunicamos. O diferencial se tornou a Inovação, o fazer algo que nunca foi feito e que tenha um impacto importante nas formas como nos organizamos. O líder criativo e inovador foi o mote da maioria dos portfólios do treinamento empresarial da época.
E em nossos dias? Quais serão os diferenciais?

Tendências contemporâneas.

Em primeira análise pode-se pensar que há uma certa imprevisibilidade mesmo em nossas crenças organizacionais e a “Era da Incerteza” de Galbraith confirma-se na dificuldade de se pensar qual será o próximo passo. Ninguém poderia imaginar que as mudanças, com tanta velocidade como nos últimos anos, e seus impactos fossem tão profundos.

Erramos ao prever nossos diferenciais? Há um certo ar de incerteza? Na falta de opções uma afirmação do tipo “Os diferenciais são as pessoas” parece com mais um mote corporativo que não define muita coisa, ou não define nada, porém para quem não sabe aonde quer chegar qualquer coisa serve?

Não, de fato a coisa não é tão confusa assim na gestão de pessoas e nas organizações. Concordamos que são complexas, mas por serem complexas não precisam ser confusas, entretanto exigem algum preparo e conhecimento para sua correta percepção.
O que vemos desenhado na tendência da gestão organizacional dos últimos anos nada mais é do que um reflexo de nossos tempos. Mudanças acontecendo o tempo todo e rapidamente, quase que instantaneamente.
Como consequência, uma inovação hoje já nasce com data de validade. Algo inovador nos anos 1940 ou 1950 poderia durar 20/30 anos ou mais. Em nossos dias duram alguns poucos anos (se durarem) e logo em seguida virá outra inovação.

A Gestão e Liderança são os retratos do próprio tempo.

Nos anos 70, ainda vivíamos a guerra fria. No fundo uma guerra estratégica entre economias e não haviam indicadores tão claros de que o ambiente mudaria. As organizações, o capital, as pessoas não migravam tão espontânea e rapidamente como nos dias de hoje (apesar de ainda vivermos com os fantasmas da migração forçada por conflitos atuais). A percepção era de que o “main stream” não deveria mudar radicalmente. Nestes ambientes o acúmulo de informações (tecnologia) eram os diferenciais e o foco da gestão estratégica de negócios, sejam quais forem.

Nos anos 80 os impactos da globalização já eram compreendidos plenamente (pelo menos no ambiente acadêmico e empresarial de ponta) e a migração de organizações acabaria por consolidar também a migração da informação, da tecnologia e do capital. Neste novo cenário os processos (ou a inteligência aplicada aos procedimentos) seriam os novos diferenciais organizacionais. Nada mais natural, o fazer mais com menos e o fazer mais rapidamente era a adaptação da época. O Lean Manufactring ganha todos os espaços empresariais que possa imaginar.

Meados dos anos 90, tudo começa a se conectar mais rapidamente do que imaginamos e entramos no séc XXI com a hiper-conectividade, a capilaridade das organizações e as diversidades culturais como o desafio da adaptação. Neste momento tecnologias, capitais, organizações migram de um lugar ao outro em questão de semanas. Os diferenciais tecnológicos entre as organizações, apesar de ainda existirem num grau menor, já não são determinantes de longo prazo. A globalização acabou por disseminar tecnologias e conhecimento também.
Não havendo tantos diferenciais tecnológicos, a inovação passa a ser o fiel da balança. Icônicamente todo o mundo industrializado passa a inovar. E quando todo mundo faz a mesma coisa, esta coisa tende a não ser mais o diferencial.

Resumindo aonde chegamos, as organizações já passaram pela fase do acúmulo da informação, já possuem seus processos enxutos, já são capilares e globais e todas investem fortemente em projetos que tragam inovação. Claro que ainda existem diferenças aqui e ali, mas de uma forma geral todas estão nivelando-se em suas tecnologias, processos e sistemas de informação global.

O Próximo passo sob a ótica do treinamento de liderança contemporâneo.

Então qual será o próximo passo organizacional?

Esta é uma resposta que não pode ser dada definitivamente, mas algo é fácil de perceber em conceito. Inserção da inteligência em métodos e processos de gestão empresarial não é o nosso fraco. É o que sempre fizemos e fizemos muito bem mesmo com todos os solavancos ou dificuldades que se possa imaginar.

Os tempos em que vivemos são os da soft skills como diferenciais da gestão de negócios e da inovação. A inovação é o mote contemporâneo e todas as organizações estão investindo fortemente neste conceito de gestão empresarial, por si só a inovação é algo que não se esgota. Só que no momento em que vivemos nasce uma preocupação interessante, não somente da inovação tecnológica, mas da inovação nas formas de nos organizarmos em função das tecnologias e suas possibilidades.

Alguns autores já consideram a intuição para o desenvolvimento como a grande característica de nossos tempos. Um conceito tão amplo que não dá para definí-lo fora de um espectro filosófico. A tecnologia e inovação é cada vêz menos diferencial e cada vêz mais “exigência mínima” para fazermos qualquer coisa. O momento é aquele em que decidiremos o uso que faremos da tecnologia, que produzimos em largas quantidades todos os dias, e seu potencial de inovação da vida e não somente de produtos e serviços.

Somente pessoas podem realizar tal tarefa, e não é uma tarefa nem um pouco simples.

Esta é uma das fortes razões para as organizações investirem fortemente na preparação de suas lideranças. A demanda pelo treinamento empresarial orientado à capacitação de líderes cresceu vertiginosamente desde os anos 90.
É fato que líderes são vetores de mudanças e quando não são vetores de mudanças sempre estão inseridos em processos de mudanças, mesmo que indiretamente. Sua influência é importante para qualquer adaptação ou qualquer mudança em como fazemos as coisas ou como vivemos. O treinamento de liderança é parte da cartilha anual de treinamentos de qualquer organização contemporânea que pretenda longevidade. As organizações (pelo menos as de ponta) já perceberam que :

  • Liderança é um fenômeno dinâmico, logo muda o tempo todo na mesma medida em que mudam as demandas do próprio tempo. Não caduca, apenas muda suas formas de manifestação. É igual à inovação.
  • Mudança veloz é uma das características de nossos tempos e líderes são aqueles que levam seus ambientes ou pelo menos auxiliam fortemente para que a adaptação aconteça.
  • Pessoas e organizações tem um relacionamento muito mais volátil em nossos dias do que no passado. Atualmente é quase impensável alguém ingressar numa organização com a intenção de uma longa carreira de 25/30 anos até a sua aposentadoria. Isto é coisa do passado tanto para pessoas quanto para organizações, o interesse por mudanças e situações novas é mútuo. Portanto se não estiver constantemente preparando suas lideranças, uma organização dificilmente terá bons líderes daqui breves anos.

A indicação dos anos 80 já apontava que o próximo passo organizacional desembocaria nas empresas se tornando centros de excelência para o desenvolvimento profissional, processos enxutos e tecnologia se desenvolvendo a pleno vapor. Até aqui nenhuma novidade.
Já a percepção organizacional atual mantém a mesma linha conceitual, entretanto agora com a percepção clara de que a formação continuada das lideranças e desenvolvimento humano (além da excelência profissional, processos enxutos e tecnológicos) são os fatores fundamentais para tornarmos estes recursos todos em mais que inovação, mas numa nova forma de se relacionar com a vida seja ela econômica, pública, privada, produtiva, social, enfim tudo o que engloba o que podemos chamar de vida.

Os entusiastas de nossa época afirmam que estamos no limiar a era da inovação a serviço da vida, será?

Parece que tudo se resume e aponta para o ser humano mesmo.
Tecnologia e tudo o que mais ela tráz são apenas assessórios. Indo um pouco mais adiante, parece que sempre foi mais ou menos assim, mesmo em épocas em que estas percepções não eram tão claras, liderança e inovação sempre andaram mais ou menos de mãos dadas mesmo. inovação e liderança não acontecem somente em nossos dias, sempre aconteceram. O que difere nossos tempos do passado é que a velocidade com que acontecem agora é exponencialmente maior do que foi.
Que nome dar à esta nova era ? Não seremos nós que decidiremos isto, mas certamente irá sugerir algo bem mais humanizado do que “Revolução Industrial” ou “Era da Informação” ou “Período Pós-Industrial”.

Bons Negócios à todos.

 

Fonte da Matéria : TrainerBr

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