Significados – Treinamento de Liderança

Volatilidade nas Relações Profissionais – Treinamento de Liderança

Em muitas entrevistas de briefing nos perguntam qual a necessidade de se fazer o Treinamento de Liderança e por qual razão deve ser um esforço constante da organização?

Naturalmente a organização procura perceber nossa abordagem conceitual em torno desta questão, mas esta dúvida acaba por ser a mesma dúvida que trainees nos apresentam durante os cursos e também faz parte de uma característica exclusiva de nossos tempos. Decidimos então por uma publicação que responda a todos, incluindo nossos leitores.
Para uma resposta clara em torno da questão vamos a observação de um fenômeno típico de nossa época : A impermanência cada vêz mais perceptível e veloz, cada vêz mais percebida e presente em nossas relações pessoais e profissionais. Um verdadeiro desafio para os significados em estarmos juntos ou não. Começaremos pelo tempo de permanência das pessoas nas organizações.

O tempo de permanência de CEOs no cargo vem diminuindo na última década. Pesquisa feita pela consultoria Strategy com as 2.500 maiores companhias abertas do mundo, mostra que, no Brasil, o tempo médio de permanência de um presidente no cargo era 20 anos em 2009 e caiu para 9,75 anos em 2013 e há uma tendência que na próxima pesquisa este período seja ainda menor.

 

Uma queda rápida, digna de nossos tempos líquidos.
É um dos motivos que faz com a o Treinamento de Liderança seja uma estratégia inteligente para organizações que pretendem que seus quadros tenham líderes de fato.
Qualquer organização não forma um líder da noite para o dia e nem numa imersão de final de semana.
Pode levar anos e exige aquisição de conhecimentos, experimentações e reorientações diversas, além da leitura do ambiente que ali está alguém capaz da liderança. Não existem líderes sem a perspectiva do ambiente aonde, supostamente, lideram.

Este tempo de permanência dos indivíduos em posição de liderança tem se reduzido por diversas razões, dentre as quais duas merecem destaque :

  • Ambiente de negócios e oportunidades cada vêz mais dinâmicos e que demandam por reestruturações muito mais rapidamente do que demandavam no passado.
  • Demanda global de profissionais, não mais a demanda local é quem determina a migração entre empresas.

Cenários apimentados pela característica das últimas gerações, que nutrem expectativas constantemente por novas experiências. É um leque de forças que resultam nesta volatilidade cada vêz maior das posições de liderança e comando nas organizações.
Ora, se diante de um quadro destes a organização não possuir um programa de formação de lideranças continuado, correrá o risco de não possuir profissionais habilitados a assumirem a liderança, quando perderem alguns de seus líderes. Sob este aspecto, o Treinamento de Liderança passa a ser mais do que uma ação de capacitação isolada e torna-se uma estratégia de longo prazo nas organizações.

É bom? Ruim? Não o sabemos, mas sabemos que é uma demanda clara que chega as Empresas de Treinamento e Desenvolvimento por parte das próprias organizações que nos contratam.

À isto chamamos de mudança estrutural nos comportamentos. São aquelas que não são deliberadas conscientemente, mas que chegam até nós pelo comportamento natural e adaptativo, comportamento este influenciado pela superestrutura de nossos tempos.
O Treinamento Empresarial teve de aprender a lidar com outros matizes da liderança e desenvolver procedimentos e mecanismos para sucessão e mentoring, por exemplo, que não eram a preocupação fundamental do Curso de Liderança de 20 anos atrás. E assim avançamos no tempo, sempre procurando atender a uma demanda corporativa por adaptação e desenvolvimento em ambientes cada vêz mais voláteis, tanto economicamente quanto sob o espectro comportamental. Uma nova demanda também para todos os Treinamentos para Empresas que preocupam-se com a leitura do próprio tempo.

Cremos ainda que haverão novas demandas menos técnicas e mais humanizadas, uma vêz que a tecnologia parece não ser mais o nosso problema fundamental, pois caminha a passos largos. O que desenhou-se nos últimos anos foi a dificuldade de adaptação à mudanças tão rápidas e tão frequentes nas formas de fazermos as coisas, isto inclui as organizações que nada mais são do que pessoas organizadas em torno de um objetivo comum, pelo menos em tese.

Especificamente focando no Treinamento de Liderança, tivemos uma mudança de abordagem radical nos últimos 30 anos. Saímos do líder técnico, produtivo, realizador e passamos pelo líder inspirador, aquele que engajava os colaboradores à realizarem com excelência e comprometimento e chegamos ao líder contemporâneo diferente de seus dois antecessores. O líder contemporâneo é o que descobre a capacidade criativa dos colaboradores e as usa para o desenvolvimento da organização e dos colaboradores na busca constante da inovação, do fazer mais com menos e mais criativamente. Alguns autores, mais animados, chamam-no de líder emancipador de pessoas e organizações, mero rótulo para uma nova nuance do mesmo fenômeno, a Liderança.

Há muito ainda o que aprender sobre a liderança, mas o fato é que por vivermos em tempos líquidos aonde pessoas e organizações nutrem relacionamentos mais voláteis do que no passado, a única coisa que deverá entrar como fator diferencial nestes relacionamentos novos são os significados em estarmos juntos, líderes e liderados, pessoas e organizações naquele determinado momento e realizando algo que rapidamente mudará.
Preparar pessoas para viverem e adaptarem-se a estes novos e voláteis tempos com suas relações de curto prazo, é uma das funções vitais de qualquer Treinamento de Liderança e do esforço continuado, constante das organizações contemporâneas.

O que nos unirá estará mais nos significados do que nas necessidades. Organizações que perceberem tal tendência humana, serão aquelas que sempre seguirão adiante.

 

Fonte da Matéria : TrainerBr

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