Porque Pequenas e Médias Empresas Fecham?

Porque as Pequenas e Médias Empresas Fecham?

 

A poucos dias do Natal de 2017, uma caminhada pelo centro de São Paulo, por onde passam todos os dias 2 milhões de pessoas, revela uma série de lojas vazias, prédios à venda e até quiosques fechados em pleno Metrô. Como explicar para um norte-americano que esses espaços vazios representam negócios que fecharam por falta de vendas ainda que estivessem ao lado de um fluxo humano de 2 milhões de pessoas todos os dias? Equivaleria a dizer que alguém morreu de sede a poucos passos do Rio Amazonas, algo absolutamente inconcebível para empresários de países capitalistas avançados.

E, no entanto, é isso que vemos acontecer no Brasil, sistematicamente, todos os anos. Segundo o IBGE, metade das empresas que surgem todos os dias vai fechar antes de completar 3 anos. Embora isso pareça uma mera estatística, por trás de cada uma dessas empresas que vai fechar há um ser humano que optou por ser empreendedor ou foi empurrado para essa situação em função de desemprego. O fato de ter seu negócio fechado por falta de vendas implica em perda de renda, negativação creditícia, dívidas, perda de patrimônio, volta para a fila do emprego e muito mais.

Sem dúvida, o Brasil é um país difícil para empreendedores com sua burocracia e carga tributária exorbitante. Mas apenas isso não explica o fato de muitas lojas fecharem no centro de São Paulo, um lugar por onde circulam milhões de pessoas todos os dias. São restaurantes, lojas de presentes, lojas de roupas e de sapatos, lojas de bolsas e mochilas, lojas de acessórios femininos, moda masculina e moda infantil, centenas e centenas de negócios fechados com milhares de clientes passando às suas portas, todos os dias.

 

O que aconteceu?

Uma análise mais atenta dessa realidade curiosa, que chocaria qualquer empresário bem-sucedido dos EUA, revela que essas lojas morreram de sede ao lado do Rio Amazonas. Tinham todas as condições de ter sucesso, mas fracassaram. E a explicação para isso é muito simples: não compreenderam seus clientes, não entenderam as ameaças que enfrentavam, não compreenderam as práticas da concorrência, não refletiram sobre a necessidade de mudar e terminaram engolidas por falta de clientes e custos fixos impossíveis de pagar, mesmo com 2 milhões de pessoas passando às suas portas todos os dias.

Em resumo, essas empresas ignoraram tudo o que um bom planejamento de marketing, ainda que em um nível elementar, poderia ter resolvido. É fato que muitos pequenos e médios empresários brasileiros não fazem planejamento algum. Assim como é fato que muitos grandes empresários do país até planejam, mas não têm muito sucesso em seus planos. Preciso dar alguns exemplos?
Muitos atribuem o baixo desenvolvimento do Brasil a questões como a falta de inovação e à elevada carga tributária. É claro que esses fatores também atuam para nosso atraso. Mas a incapacidade dos empreendedores brasileiros de planejar é, talvez, a mais dramática razão para a eterna crise brasileira. As empresas não duram, não empregam, não ajudam a desenvolver o país. As poucas que têm sucesso, alcançam esse patamar de modo intuitivo, mas deixam de mudar quando se tornam grandes e seguem o mesmo destino daquelas que fecham prematuramente. Outras, que se tornam grandes, correm para alianças não muito louváveis com o setor público na tentativa de preservar seus mercados, mas também estas fracassam e terminam comprometendo seu futuro, como estamos vendo em vários episódios recentes.

O Brasil precisa disseminar a cultura do planejamento de marketing, do planejamento estratégico, do planejamento comercial e do planejamento de vendas. Nesse sentido, as universidades e faculdades de administração têm um papel crucial, que não está sendo honrado, uma vez que geramos enormes levas de administradores que raramente sonham com um negócio próprio, buscando ou um emprego em empresa privada de grande porte ou um cargo público que permita “segurança profissional”. Há inúmeros casos de “administradores” que se tornam caixas de bancos estatais apenas porque querem “uma carreira tranquila”.

Precisamos compreender que o livre mercado, a livre iniciativa, o empreendedorismo e a inovação no Brasil dependem, cada vez mais, do sucesso das pequenas e médias empresas e sem planejamento esse sucesso nunca vai ser alcançado. Hoje não encontramos no país cursos técnicos elementares de planejamento, que fazem muita falta para esses pequenos empresários que mal têm tempo para fazer uma refeição decente. Vamos pensar juntos: qual pequeno e médio empresário, que muitas vezes abre e fecha as portas do seu negócio, que é também o faxineiro e o office boy, que cuida da vitrine e substitui no balcão o empregado que sempre falta, tem tempo de ir a uma faculdade de administração para sair de lá, depois de 4 anos, sem nenhuma noção prática de planejamento?

Pensando nisso criamos um curso online de planejamento de marketing que reúne nossa experiência no atendimento de mais de 350 empresas pequenas e médias em diversos segmentos. Esse curso reúne uma vídeo-aula e um eBook com mais de 90 páginas que funciona como um caderno de aprendizagem, onde o empreendedor vai construindo seu Plano de Marketing por meio de exercícios. Esse curso tem custo reduzido e pode ser feito pelo empreendedor em sua casa, nas horas vagas, inclusive fins de semana e feriados. É um primeiro passo para dar aos empreendedores brasileiros noções básicas de planejamento que os ajudem a compreender seus clientes, compreender seus mercados, entender as ameaças e oportunidades, planejar objetivos e estratégias e mensurar resultados, o que servirá para colocá-los à frente da concorrência. Tenha um plano de marketing, sua empresa só tem a ganhar com uma ação que pode ser simples e inteligente. O curso online pode ser acessado a partir de nosso site.

 


Fonte da Matéria :
AGMKT, Marketing e Comunicação para Pequenas e Médias Empresas.

www.agenciademarketing.com.br
Autor : Alessandro Basile

Suporte AGMKT : +55 11 3090-6891
E-mail : basile@agmkt.com.br

(*) Alessandro Basile é sócio da AGMKT, empresa especializada em marketing e comunicação para pequenas e médias empresas, com 15 anos de atuação no mercado e mais de 350 clientes atendidos em todos os segmentos e dos mais diversos tamanhos.