Filtros do Treinamento Empresarial

A Falta de Filtros para o Treinamento Empresarial.

O Treinamento Empresarial sempre é visitado por uma série de críticos que tecem comentários bastante ácidos sobre o que se oferta e o que se entrega de fato para as organizações. Geralmente apontam para conteúdos demasiadamente abertos, pouco objetivos ou mesmo os diversos sofismas que, principalmente, o Treinamento para Líderes defende com unhas e dentes.

Claro que, por tratarem-se de atividades não regulamentadas ou pouco regulamentadas, a maioria destas empresas dão uma banana para as críticas e continuam em suas atividades normalmente, uma vêz que estas críticas não tem repercussão, ou tem pouca repercussão.
O que podemos perceber é que algumas destas críticas são muito bem embasadas e corretas, pois se para as atividades regulamentadas já gesta-se de tudo, imagine para o que não é regulamentado?
No fundo, percebemos que o que importa, não é a regulamentação em si, mas sim o filtro que uma regulamentação proporciona. Por outro lado também consideramos que as empresas contratam o que consideram bom para si, mesmo que seja alvo ou objeto de críticas honestas e coerentes.

Então entra-se num beco difícil de sair. Se uma organização considera que um determinado Treinamento Empresarial é bom para as suas atividades, como regulamentar o que é bom para os outros, se não possui um escopo técnico, mas sim um escopo comportamental? Pode ferir o princípio da livre iniciativa para a criação de novos conceitos de Treinamento Empresarial, mesmo que seja considerado garbage para acadêmicos.

 

A única solução para este estado de coisas é o poder comparativo, de filtro, análise das próprias organizações e a exigência de transparência ao contratarem as Empresas de Treinamento e Desenvolvimento para prestarem qualquer serviço à organização.
Nós somos do uma Empresa de Treinamento Empresarial, mas orientamos à todos os nossos clientes que exijam a abertura dos portfólios e o acompanhamento exigente do que será entregue durante a evolução de qualquer ação corporativa que envolva o Treinamento para Empresas.

Pasmem ,mas já fomos testemunhas de gestores que, sequer conhecem os conteúdos, mas enviam seus colaboradores para treinamentos. Prece coisa de 50 anos atrás, mas acontece ainda nos dias de hoje, muito mais frequentemente do que você imagina. Não significa que o Treinamento seja ruim, pode ser até muito bom, mas como um gestor que envia um colaborador para um treinamento irá certificar-se de que o evento entregará de valor à agregar ao negócio, se não conhece os conteúdos ? Como acompanhar a evolução da atividade de um colaborador, se não sabe o que, de fato, está sendo agregado à ela?

Isto é muito comum nas multinacionais e empresas públicas que delimitam verbas anuais para treinamentos empresariais e quando está próximo do final de ano, o desespero bate nos maus líderes que usaram o tempo proposto no programa de treinamentos do primeiro semestre para atingir metas e decidiram não tirar profissionais do campo. Como consequência fazem do segundo semestre a festa dos oportunistas, dos engolidores de facas, dos gurus da eficácia e gastam a verba sem o filtro da exigência, pois dá trabalho e toma tempo. Se não fizerem esta manobra caótica, tem suas verbas reduzidas para o ano seguinte.

Muitas Empresas de Treinamento e Desenvolvimento aproveitam-se destas janelas para treinar a mesmice ou o que se pode encontrar após uma rápida pesquisa no google. E ganham muito com estas manobras. Aonde está o problema? Está na falta de filtro e análise das lideranças do que querem realmente proporcionar aos seus liderados. Tenha em mente que se o seu nível de exigência for baixo, encontrará sempre alguém para atendê-lo e rapidamente. Por ser fácil e rápido, bingo !!!! Aqui está a solução que preciso. Deu menos trabalho e me atendeu rápido.
Acontece que, principalmente no Treinamento Empresarial, nem sempre o menos é mais. Muitas vezes o menos é menos mesmo. E aqui os críticos encontram um farto terreno para suas elaborações destruidoras e, pior, com razão.
Não pense que todas empresas de treinamento corporativo gostam desta situação, pelo menos as sérias não gostam, sabe porquê?

  • Primeiramente : Quem trata de escolher treinamentos empresariais com este nível de critério baixo, acaba por valorizar o que estão contratando, e nenhuma empresa de treinamento séria quer seu portfólio valorizado desta maneira, depõe contra si mesma e, pelo menos as sérias, tem esta consciência.
  • Segundo : A imagem do treinamento empresarial é construída em função dos clientes que os contratam. Se uma empresa de treinamentos tem em sua carteira de clientes, somente empresas com este perfil de conduta, acabam por serem excluídas sumariamente de consultas de quem pretende um treinamento mais sério, embasado e consistente, pois revelam qual, de fato, é o seu interesse no cliente que atende.
  • Terceiro : As empresas de treinamento se tornam refém destes clientes e, quando muda-se a gestão nestas empresas para uma gestão mais exigente, acabam por encontrar enormes dificuldades para a manutenção de seus negócios.

O que aparentemente é um negócio da china, dinheiro fácil, ao longo do tempo se torna algo negativo para a empresa de treinamento empresarial. Para o cliente, nem se fala. Investiu dinheiro e não obteve a contrapartida de um profissional melhor preparado. Sob este espectro, as críticas são importantes e colaboram para que, se não há filtro das lideranças o suficiente para acabar com o que é de má qualidade, torne evidente para quem escolhe qual o perfil de cada organização que, supostamente, irá treinar seus colaboradores.

Olhos abertos e filtros ligados.

 


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