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Pecados Capitais – Treinamento In Company

Dois dos pecados capitais de muitas organizações que contratam empresas de treinamento corporativo merecem uma especial atenção de nosso leitor. Pode parecer que não, mas há um número enorme de organizações que perdem investimentos em treinamentos empresariais e tempo (precioso em nossos dias) por não observarem duas nuances, das mais importantes, quando pensamos em desenvolvimento humano e organizacional.
São estes pecados :

1 – Não existem fórmulas prontas para a sua organização. Alías não existem fórmulas prontas para organização nenhuma. Em tempos de velozes mudanças de comportamentos, tecnologias e cenários econômicos, pensar-se numa fórmula pronta para qualquer coisa parece, minimamente, despreparo para lidarmos com situações dinâmicas.

2 – Aonde se pretende chegar com um investimento, uma ação de educação corporativa? Como iremos medir, avaliar o que foi aprendido relativamente ao que se conseguiu aplicar no dia à dia, “in fact”?

Se para você parece uma obviedade, parabéns! Certamente não deverá cair neste erro, mas tenha certeza de que a quantidade de organizações que não observam estes dois pontos fundamentais para qualquer ação de educação corporativa é, assustadoramente, grande. Podemos afirmar sem o risco de cairmos em erro, a maioria ainda chove no molhado.

Por que isto ainda acontece?

Vivemos numa época em que as mudanças tecnológicas, de costumes (culturais) e econômicas adquiriram um ritmo, uma velocidade jamais experimentada pelo gênero humano em sua história.
Este estado de coisas faz com que tudo a sua volta, absolutamente tudo tenha a característica da praticidade e da adaptação. Parece um exagero, mas desde as soluções para nossas demandas cotidianas mais simples até nossas escolhas comportamentais mais graves, não temos mais tempo para elaborações complexas e reflexões demoradas. Tudo tem de sair mais ou menos rápido e definitivo.

Mas não sai!!!!! Ou pelo menos grande parte não sai. E quando sai vemos que não são soluções definitivas.

Se fossem definitivas não teríamos o I-Phone 1, 2, 3 e por aí vai até o modelo 8. Não se preocupe sairá o 9, o 10 e assim por diante. Mesmo que seja com outro nome qualquer, mas o conceito será o mesmo, ou seja, soluções em tempos como o que vivemos são de curto prazo.
Isto acontece para smart-phones, automóveis e todos os outros utensílios que possa imaginar, produzidos em escala.

O lado ruim deste fenomeno é que acontece com o mesmo com determinados conceitos e elaborações que não estão sujeitas ao escrutínio acadêmico e ao controle rígido de regulamentações. Esta é exatamente a situação da educação corporativa de nossos dias. Basta um leve passeio pelos últimos 30 anos para percebermos as fortes mudanças em conceitos que o treinamento de liderança (por exemplo) sofreu e nas inúmeras fórmulas que são apresentadas pelas diversas empresas de treinamento empresarial contemporâneas.

Ora!! Vamos pensar!!!

Se algo qualquer, um problema, um comportamento, um conceito tem inúmeras fórmulas de diferentes matizes para sua compreensão, é um forte indicador que muitas delas simplesmente estão incompletas, imprecisas ou mesmo equivocadas. O g = 9,80665 m/s2 continua o mesmo desde que o descobrimos, não houveram variações interpretativas ou ângulos de visão diferentes para este fenômeno.
Claro que os antagonistas desta observação, facilmente, irão elaborar que para os comportamentos humanos as coisas não funcionam do mesmo jeito que os fenômenos naturais, e este argumento para o marinheiro de primeira viagem, no quesito liderança, bastará. Como não há um fórum adequado para separação do que é joio de trigo, as diferentes argumentações em torno da liderança continuam na mesma e tudo vai avançando de fórmulas em fórmulas (a maioria disfuncionais) herméticas, ou seja fechadas em si mesmas, que se propõe ao esgotamento do tema, mas nunca o esgotam.

Sabe porquê a aceleração g ainda não mudou? Por que é fundamento, está nos alicerces do funcionamento de nosso ambiente imediato. Em outros locais do universo, ela simplesmente não funciona como aqui, mas aqui é fundamento, é a essência que só se encontra quem vai até os alicerces do conhecimento.
Acontece que ir aos alicerces do conhecimento não é, definitivamente, tarefa para o senso comum, portanto as soluções imediatas e herméticas ainda fazem um enorme sucesso.
Vivemos a cultura das soluções herméticas e de curto prazo e tal fato somente o nega quem não tem a leitura do próprio mundo em que vive e suas velozes mudanças.

Como iremos lidar com o treinamento empresarial, então?

A resposta, apesar de sua obviedade, precisa de ser levada a sério pela maioria das organizações que contratam as empresas de treinamento sem antes se prepararem para adquirirem novos conhecimentos.
Não adianta a soma de um novo recurso (mesmo que comportamental) para uma casa que está desarrumada. O primeiro passo é a lição de casa que, se bem feita, deverá ceder uma resposta precisa para a questão abaixo:

1 – Aonde pretendemos chegar com a nova informação, o novo conhecimento que iremos adiquirir? Qual o nosso ponto de partida para esta aferição? Quais indicadores utilizaremos para verificar a evolução de nosso staff? Quais serão os responsáveis por levar este desenvolvimento a cabo?

Primeiro e básico passo, mas quase ninguém ainda o dá. O segundo passo é menos óbvio, pois exigem mentes menos pragmáticas (naturais do ambiente corporativo) e mais conceituais pois partem para o planejamento dos próximos passos ou seja procuram responder questões um pouco mais complexas como:

Que desenvolvimentos podemos lançar mão de nos esforçarmos para que atinjamos um estado de adaptação dinâmico?

Isto é coisa para líderes “de facto” e não “de jure”, ou aos que realizaram um treinamento de liderança hermético e estão diplomados, entretanto não conseguem apontar caminhos para suas coletividades e suas organizações uma vêz que a liderança, num ambiente de fortes mudanças, não prevê fórmulas estáticas ou herméticas, mas fórmulas dinâmicas, conceituais e sofisticadas.
Para mentes treinadas para serem pragmáticas, quase uma impossibilidade. Dá muito trabalho e muita elaboração, é melhor focar no básico mesmo.
Isto redunda na primeira observação que fizemos lá encima, não existem mais fórmulas estáticas, prontas e definitivas.
Como conclusão orientamos que, qualquer investimento dispensado para treinamentos seja imbuído das duas nuances abaixo :

1 – Educação Corporativa Continuada em projetos de longo prazo e não em ações isoladas.
2 – Objetivos e instrumentos de aferição claros (fazer a lição de casa, arrumá-la antes).

Para qualquer formato de treinamento que seja, desde de um treinamento in company até uma imersão internacional para a alta gestão da Cia. O Fundamento é o mesmo.

Porquê o Alerta?

Dispensamos tempo a esta elaboração pelo fato de vivermos num ambiente que demanda por novas posturas e novas abordagens para a questão da preparação profissional, ou educação corporativa, ao invés do tradicional pacote pronto ou da repetição de fórmulas estáticas.
É frustrante recebermos a consulta de uma empresa que nos sinaliza que já está na terceira ou quarta tentativa de formação de lideranças mas ainda patina nas mesmas elaborações que as fazem continuarem exatamente aonde estão. Resumindo, querem fórmulas prontas e não tem claro aonde querem chegar e nem como aferir suas jornadas.
Como empresa de treinamento e desenvolvimento temos a obrigação de dar este alerta aos que pretendem levar a cabo em suas organizações as ações de educação corporativa ou àqueles que pretendem começar tais ações.

Bom trabalho à todos.

 


Fonte da Matéria : TrainerBr

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