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Conceito de Liderança

O Conceito de Liderança & Contemporâneidade

Liderança é um dos conceitos mais delicados e sofisticados que conseguimos elaborar como seres pensantes, observadores e buscadores dos fundamentos das coisas que nos cercam.
É um conceito tão dinâmico, fugidio por vezes e sofisticado que tem sido objeto de reflexões desde tempos remotos. Temos registros desde Confúcio (por volta de 500AC) até nossos dias e ainda não conseguimos esgotar este tema.

Porquê?

A resposta é simples, por ser dinâmica, a liderança é um conceito que nunca encontra um termo, um final ou aquele ponto em que podemos dizer: Pronto!!! Sabemos tudo o que precisamos saber sobre a liderança, não há nada mais que possamos elaborar em torno deste tema.
Pelo menos até agora não chegamos até este ponto, mas não desanime. Descobrimos coisas muito interessantes sobre a liderança e já podemos afirmar que conseguimos enxergar vários de seus fundamentos e condicionantes. Este é o lado bom da história. Por outro lado quando mais descobrimos sobre este fenômeno, mais complexo se torna e mais desdobramentos complexos acontecem em torno de sua compreensão.

Não é de se estranhar que o que se vê na maioria do treinamento empresarial contemporâneo é uma enorme colcha de retalhos aonde cada um dos especialistas defende sua tese e sua proposição em torno da liderança, mas em nenhum momento conseguem esgotar o tema ou chegar a um conceito de liderança definitivo.
Mas vamos a uma breve exposição do que já sabemos e aonde estamos para que tenha um panorama do desenvolvimento que já foi realizado. Para que a elaboração tenha uma certa lógica, iremos tratar do assunto numa abordagem muito ampla, sintética e sem entrar em detalhes para que não percamos muito tempo em elaborações, aparentemente, prolixas.

O Conceito de Liderança – Desenvolvimento

O conceito de liderança do passado tinha muito de proposição exclusivamente estratégica, marcial (bélica) ou política.
Basta ler um dos livros mais festejados do ambiente corporativo dos anos 1980 (A Arte da Guerra – Sun Tzu que foi contemporâneo de Confúcio) que perceberá que este espectro marcial é uma constante nesta obra. Claro Sun Tzu vivia numa época em que o poder e a arregimentação de seguidores se fazia a base de espada, conflitos e da confrontação de forças.
Como não tínhamos nada mais preciso ou sofisticado na elaboração deste tema (nos anos 1980 a não ser no universo acadêmico se estudava a coisa com seriedade e livre de vieses quaisquer) e entrávamos numa época de hiper-competição, impulsionada pela globalização e híper-conexão, nada muito mais sofisticado poderia ser realizado do que elaborarmos sobre técnicas de subjugarmos, eliminarmos os inimigos (como mostrava Sun Tzu há 2.500 anos).

Mesmo nas barbas do Séc XXI havia um universo de ávidos leitores, no ambiente corporativo, que achava esta obra o máximo. Não que seja uma obra ruim, pelo contrário o livro é muito bom e dá muitos conceitos bacanas e (para leitores mais atentos) uma visão do espectro cultural da época de Sun Tzu, mas para a época de Sun Tzu e não para nossos dias de democracia, livre iniciativa e de mudanças velozes.
A obra tem o seu valor, mas longe de se tornar um ícone contemporâneo para quem deseja estudar a liderança com um pouco mais de sofisticação.

Em Platão (por volta de 400AC) a questão da liderança é tratada com um forte viés politico em sua “República” aonde elabora sobre as características de um Soberano Sábio para governar seu povo.
E assim a coisa veio de lá para cá. Ora com um viés marcial (como as escolas romanas) e ora com um viés político até Maquiavel em sua famosa obra “O Príncipe”.
Note que todos estes autores não estavam escrevendo, nem refletindo sobre a questão da liderança isoladamente (como muitos o fazem em nossos dias), mas elaborando sobre o ser humano e suas formas de viver e se relacionar, individual ou coletivamente. Entretanto quem estuda a liderança com alguma autenticidade e seriedade, acaba passando por estas obras e seus autores e os outros que passaremos em menção.
Esta coisa, mais ou menos encerrada entre o espectro político e marcial, começa a mudar com o pensamento humanista. Quem leu Piccolo Della Mirandola, filósofo Italiano que viveu entre 1463 e 1494 e contemporâneo de Maquiavél, já começa a perceber que o homem começa a ser visto como potência represada, uma mola a ser disparada com um potencial de transformação impreciso e potencialmente infinito. Outros pensadores de sua época elaboraram sobre a decadência medieval e o humanismo tomou conta do mundo Europeu desaguando no liberalismo aonde encontramos Adam Smith numa forte elaboração sobre a livre iniciativa e a capacidade empreendedora individual como o vetor das transformações futuras.

Tudo isto dissemos sob o espectro da liderança. O fato é que uma abordagem exclusivamente com este enfoque acaba sendo uma descomunal redução de todos estes autores que tem em suas obras nada mais do que os alicerces do pensamento contemporâneo e não é pouca coisa. Estavam preocupados com questões mais complexas do que falar sobre liderança. Mas o fato é que acabaram por contribuir e muito com os amantes do tema, mesmo sem que tenha sido esta sua intenção.
Outra mudança importante aconteceu com a obra deste notável alemão nascido em 1864 e considerado um dos grandes pensadores da modernidade, Max Weber. Se já ouviu uma apresentação do termo “liderança inspiradora” ou “liderança emocional” como novidade, ou como aqueles clássicos clichês do tipo “Uma Nova Visão da liderança”, tenha certeza de que está pelo menos uns 150 anos atrasado. Max Weber já elaborava sobre a questão da legitimidade em suas proposições: Dominação Carismática, Dominação Tradicional e Dominação Legal-Racional e toca exatamente na questão do líder inspirador.

O Conceito de Liderança do Séc XX

De lá para cá muita coisa mudou?

Até os anos 90 não muito, tudo ficou mais ou menos na mesma. O que mudou muito é que houve uma instrumentalização do tema liderança numa miríade de proposições e conceitos que muito pouco acrescentou ao que já se sabia.
Excluindo a obra de alguns autores e acadêmicos bons como Peter Drucker, Margaret Mead, Abraham Maslow, Peter Senge e alguns outros de sua estatura, a maioria das obras em torno do tema sucumbiu a sua falta de fundamentos sólidos, ou por apenas serem repetições do que já se sabia, como a tal “Liderança Inspiradora” ou “Liderança Emocional”.

Entretanto por ser um interesse novo do mundo corporativo, principalmente a partir dos anos 50, o exercito de inovadores com as idéias alheias fez um sucesso retumbante contando com a falta de informação de pessoas comuns. Funcionou até que bem, pois para quem não sabe nada sobre um tema representou um acréscimo de conhecimento, mesmo que se tratassem de conclusões já antigas travestidas de novidade.
Acontece que nem todo mundo está na vibe do mais do mesmo e a partir dos anos 80/90 com autores como Edward Freeman, Peter Senge e Bárbara Kellerman entra no cenário dos fundamentos da liderança o tema “Ética”. Porque acha que as organizações investem uma enormidade de dinheiro para elaborar suas cartas de valores éticos?
É neste ponto em que estamos e de lá para cá a coisa não mudou em nada. Quem acha que mudou é porquê não entende nada de Ética e nem de Liderança mesmo.
A observação destes autores também não é novidade. Seu mérito (e não é pouco) reside em que a questão ética foi ligada a questão da liderança pelos seus antecessores, mas com uma linguagem muito acadêmica e pouco acessível ao homem comum, ou seja pouco visível e estes novos autores tornaram esta linguagem mais acessível e focaram na questão elaborando de uma forma que fosse compreendida pelos modelos culturais contemporâneos.

Bingo!!! Chegamos ao melhor conceito de liderança contemporânea que podemos elaborar, ou seja, liderança e ética como parceiros inseparáveis para a sua compreensão e desenvolvimento. Basta observar que a falta ética tem sido a demolidora (alías a mais eficaz) de líderes em nossos dias.

Aqui fica nossa dica e considere-a preciosa para seus estudos futuros. Se pretende liderar mesmo e com legitimidade, estude Liderança e Ética. Fará uma enorme diferença na sua vida.

O Treinamento de Liderança Contemporâneo e seus Desafios

Se observar bem o que as empresas de treinamento oferecem em torno do tema “desenvolvimento de liderança” perceberá que, em sua maioria, tocam pouco na questão da ética e há uma razão para isto.
Demanda tempo até que os conceitos mais complexos, mesmo que elaborados por autores de estatura cheguem ao main stream. E quando chegam ainda há de se fazer uma certa reciclagem no material consagrado anteriormente e que está nas mentes de treinadores e profissionais voltados a educação corporativa. Isto acontece com mais ou menos tudo, e com as empresas de treinamento não é diferente. Novos conceitos demandam tempo para se consolidarem.
O conceito de liderança está sempre mudando, assim como o homem e seus conceitos sempre mudam. Entretanto uma observação importante há de se fazer em torno desta afirmativa. Alguns conceitos mudam, mas alguns fundamentos não. Parece uma afirmação que tráz um certo antagonismo intrínseco em sua proposição, mas basta a visão da ampliação na compreensão de alguns fundamentos para que conceitos, elaborados a partir deles, comecem a mudar. Não significa que os fundamentos tenham mudado, apenas o que mudou foi a nossa compreensão deles e como consequência o conceito de liderança começa, também a mudar.

A complicação mesmo, principalmente proposta por Kellerman, é que a ética entrou no cardápio a ser digerido pelos líderes. Kellerman não dá muito espaço para contestações quando trabalha fortemente com estatísticas e dados históricos que apontam firmemente para esta questão.
Resumindo, o estudo da liderança contemporânea, levado a cabo com consistência e amparo intelectual sério já não é coisa para quem não tenha um ímpeto para o aumento de suas capacidades intelectuais. Líderes “de facto” e não “de jure”, como dizia o notável Zygmunt Baumann, serão coisas que veremos cada vêz menos daqui por diante.

Motivo: Faltas éticas e capacidade de apontar caminhos em cenários de mudanças.

Apontando para o mesmo caminho está Peter Senge que elabora em torno da capacidade de aprendizado coletivo de qualquer organização como mola impulsora para sua longevidade e aonde há a necessidade de aprendizado coletivo, não há como escapar da ética. Um futuro amargo está reservado para os que acham que há esta possibilidade.
O treinamento para líderes já não é uma ação inteligente da organização que possa ser gestada e levada a cabo isoladamente, mas uma ação corporativa oriunda de uma forma de gestão empresarial conhecida e apoiada por toda a organização, ou seja, uma ação amparada pela ética.
Um conceito de liderança organizacional que tráz um enorme desafio? Claro que é. Desafios são coisas para líderes mesmo.

Bom trabalho a todos.

 

Fonte da Matéria : TrainerBr

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