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Dilemas Contemporâneos Complexos

Questões ainda não resolvidas do Curso de Liderança

Há um enorme debate no tocante ao curso de liderança ministrado nas organizações pelas diversas empresas de treinamento empresarial que atuam direcionadas ao ambiente corporativo.

Este debate se resume em torno das experiências motivacionais e dos conceitos de liderança que são apresentados para as organizações e o quanto são, definitivamente, eficazes ou não. Como pode observar é um debate dos quentes, pois temas tão complexos são passíveis de inúmeras abordagens diferentes e estas abordagens diferentes, cada uma, pode ter um certo espectro de verdade que vale a pena ser considerado.

Isto dificulta muito chegar-se a um consenso em torno da liderança, principalmente para uma atividade que ainda não é regulamentada como o treinamento empresarial voltado a capacitação das soft-skills.
Eliminando o espectro ético (não menos importante) do debate iremos expor o núcleo da discussão (ainda não fechada) em torno do tema. Decidimos excluir desta proposição o tema “ética”, pois sua consideração faria com que se prolongasse demais o tema e aumentaria, em muito, a complexidade do que estamos levando a questão. Em algum momento iremos esbarrar na questão ética (não há como deixar de tangenciá-la), mas a proposição aqui não é sua análise isolada ou seja, a discussão ética à priori.

As questões ficam dividas, então, em correntes opostas:

 

1 – O treinamento de liderança induz ao desenvolvimento das soft-skills, entretanto por não ser apto a lidar com conceitos tão complexos, acaba por desabar em ações motivacionais de baixo espectro intelectivo o que, impreterivelmente, tem um efeito inverso ao que se propõe. A maioria dos treinamentos de liderança, ao invés de amadurecerem percepções, acabam por infantilizar percepções por sempre lançarem mãos de opções recreativas e não reflexivas para indução de alguma idéia que não conseguem elaborar consistentemente.
Mentes infantilizadas são sensíveis a estímulos adequados à sua infantilidade. Mentes maduras são menos sensíveis (ou reativas mesmo) para estímulos infantilizados e mais sensíveis para estímulos complexos e inteligentes que induzam a reflexão e formação de novas idéias e, consequentemente, novas ações.

Esta é a primeira grande crítica. A segunda é:

2 – Pessoas não estão naturalmente abertas para reflexões de maior profundidade no ambiente empresarial, uma vêz que este ambiente nunca foi fórum de discussões em torno dos comportamentos humanos. Além disto há uma estrutura hierárquica, historicamente castrante, que poluiu o ambiente cultural das organizações com exigências de submissão amparadas pela constante ameaça da exclusão dos não submissos. Ora num ambiente aonde a submissão é a palavra de ordem e a ameaça o fantasma que paira constantemente por sobre a cabeça dos não submissos, como haverá espaço para debates comportamentais e éticos?
Resumindo o que está atrás desta observação, passamos 250 anos desenvolvendo o ambiente organizacional como local para produtividade e desenvolvimento de tecnologias ou seja, um ambiente para a produtividade, logo não sendo o ambiente natural para elaborações comportamentais e não é de se estranhar que o ambiente corporativo seja um dos ambientes mais normatizados e engessados que pudemos criar desde o começo da revolução industrial. Aonde há excesso de normas e engessamentos, a criatividade simplesmente morre sufocada pela falta de ar.

A terceira (esta à meio caminho de ambas as anteriores) é:

3 – Passamos 250 anos desenvolvendo o ambiente corporativo baseado em normatizações e procedimentos. Nunca foi lugar para elaborações éticas ou de outro espectro comportamental e chegamos ao topo de nossa produtividade tecnológica e organizada que se revela na vida empresarial de nossos dias.
Acontece que o impacto das tecnologias vai eliminando o homem pouco a pouco de suas atividades produtivas e o diferencial da produtividade migra da expertise do profissional, na sua função, para a sua capacidade criativa (ou inovação). Ora, num ambiente aonde a criatividade sempre foi sufocada pelo excesso de normas, ameaças e procedimentos haverá uma hora em que a falta de criatividade se mostrará como deficiência. Este é o momento em que vivemos.
A liberdade para tomada de decisões nunca foi o forte de ambientes hierárquicos pois pressupõe o alinhamento ético, que nunca foi a preocupação do ambiente empresarial (quando se considera o período industrial como um todo), e as normas absorveram seu lugar durante um determinado momento de nosso desenvolvimento. Acontece que em nossos dias a organização empresarial hierárquica pede por soluções mais flexíveis de gestão do que normas e procedimentos e a ética (que nunca foi a preocupação anterior) começa a fazer falta num ambiente aonde nunca foi disseminada adequadamente. Portanto uma abordagem da liderança em qualquer ambiente que seja, deverá ser precedida da elaboração ética antes de qualquer outra proposição. Se não for assim, a liderança continuará sendo disseminada como a aplicação de fórmulas concretas que não geram resultados práticos nas mentes sistêmicas da organização e como consequência final não haverão mais líderes organizacionais, apenas capatazes, os mesmos do passado, só que agora melhor capacitados.

Estas discussões são quentes mesmo e dariam um livro não acham?

Discussões Secundárias do Treinamento para Líderes.

Muito bem, as melhores cabeças pensantes do desenvolvimento empresarial e gestão de pessoas ainda estão debruçadas sobre estas questões e assim devem continuar por um bom tempo até que consigamos um desenvolvimento que equacione esta demanda.
Assim é o nosso desenvolvimento, as perguntas de hoje encontrarão respostas no futuro.
Expomos estas demandas para que esta reflexão também seja compartilhada como nossos leitores e nosso objetivo é dissiparmos aquelas expectativas naturais de quem acaba de realizar um curso de liderança.

Quase sempre observamos que quem acaba de passar por um curso de liderança volta para a organização achando que é um líder e apto a desenvolver pessoas e quando esbarra com as dificuldades naturais da vida corporativa, as chances destas expectativas tornarem-se em problemas como ansiedades, desilusões e até frustrações são enormes. Isto mostra claramente que o que acontece num banco de escola é muito diferente do que acontece na vida real.
Isto leva a uma outra discussão que resume-se no seguinte : Excesso de motivação pode acabar em excesso de expectativas. Excesso de expectativas sempre acabam em problemas. Se até água em grandes quantidades pode matar, quem dirá a motivação?

Muito bem, para encerrar a leva de minhocas que estamos colocando na sua cabeça afirmamos que estamos no caminho, não se preocupe. O desenvolvimento humano é lento, diferentemente do desenvolvimento tecnológico que é super-veloz. O que detecta-se no ambiente empresarial é exatamente esta situação.
Desenvolvimento tecnológico é fácil, já sabemos que é fruto de 3 estratégias distintas : Educação, Investimento e tempo. Nossas crianças não saem do jardim da infância e vão direto para a faculdade, há um caminho a ser percorrido, um processo educativo e de reflexões que demanda tempo e recursos dos pais para que estes jovens possam passar por esta experimentação e desenvolver-se.
Com educação corporativa não é nada diferente disto, claro guardadas as devidas diferenças de proporções.
Não é de se estranhar que muitas organizações investem recursos e um tempo enorme na educação corporativa para seus colaboradores, não é à toa. O ser humano não é tão simples como produção de tecnologias por não seguir uma fórmula ou fórmulas. O curso de gestão de pessoas é a tônica do presente e um dos mais demandados por empresas que querem se desenvolver.
Enquanto isto vamos deliberando e pesquisando sobre métodos e ações que nos ajudem a equacionar as questões acima propostas, não são fáceis de resolver. O que é fácil já foi realizado e daqui para frente o desenvolvimento será realmente coisa para líderes de “facto” e não de “jure”.

Vamos em frente, precisamos ir!!

 


Fonte da Matéria : TrainerBr

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