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Cursos de Gestão de Pessoas e Liderança

Cursos de Gestão de Pessoas e Liderança e as Fórmulas Prontas

Quem vende o sucesso, nunca o entrega. Se assim fosse só existiriam no mundo pessoas e empreendimentos de sucesso. Bastaria a compra de uma fórmula de sucesso e pronto, a organização (ou o indivíduo) voaria no mercado e na vida e todo mundo seria feliz. Simples assim não acham?

Sucesso seria somente uma questão de você comprar a fórmula certa? A Fórmula foi comprada, agora já a conhecemos, basta coloca-la em prática, em ação e correr pra galera.

É! Seria muito simples se fosse assim, entretanto ao observarmos em nossa volta e como a vida funciona, vemos que a coisa não é bem assim. Livros, vídeos, treinamentos empresariais, filmes, workshops e por ai vai numa miríade de proposições que não tem fim, não faltam. Entretanto nenhuma dá a garantia de entregar o sucesso e, ainda as que dão esta garantia, não o entregam mesmo. Um exemplo disto é um pequeno resumo do mercado editorial, procure títulos que começam com:

O SEGREDO: do sucesso, disto, daquilo, da felicidade, da liderança, das vendas e por ai vai.
Ou ainda os 10 PASSOS para o sucesso, para a felicidade, para superar metas, para vender mais, para liderança, para isto, para aquilo e por ai continua.
Ou ainda o PODER para o sucesso, para felicidade, do relacionamento, da vontade e continua….
Quase esquecemos das 10 LIÇÕES para o sucesso, para a felicidade, para a gestão de pessoas etc….
Ainda a espaço para “COMO”: Como ser um líder de sucesso, como vender mais, como ser feliz e como blá, blá, blá;

 

Nem mencionaremos filmes, vídeos diversos ou outras fórmulas para não nos estendermos demasiadamente.
Mas por que a venda do sucesso é um negócio tão lucrativo, prolífico e que nunca se esgota?
A resposta pode ser perturbadora, para compreendê-la há a necessidade de maturidade e de reflexão e esta reflexão deixaremos para você, na calada da noite quando você está sozinho pensando na vida, através das perguntas:

Você compraria algo que não deseja?
Você compraria algo que não lhe faz falta?

Se observar bem, verá que a promessa dos treinamentos para empresas são exatamente estas: Sucesso e Liderança.
O que as empresas querem avidamente?
Sucesso? Vender mais? Serem lideranças cada uma em suas atividades?
Então é isto o que tem de ser vendido mesmo. Caso contrário não teremos mercado para nossa proposição de negócios. Iremos trabalhar nossa proposição aproveitando-nos da precariedade das empresas no tocante a gestão de pessoas, a liderança, a sucesso, etc e assim garantiremos nosso mercado. E nos parece que precariedades diversas são coisas que nunca faltaram no mundo. Basta descobrirmos quais são para termos em mãos uma fórmula de sucesso.
Vindo de uma empresa de treinamentos, esta observação lhe parece um tiro na própria cabeça, não é mesmo?
Não, não é não. Fique sereno e vá em frente na sua leitura, desejamos lhe dar algumas informações importantes.

O Ambiente Empresarial é Dinâmico.

É mas não pense que todas as organizações tem esta vulnerabilidade toda, ou se preferir esta precariedade toda.

O ambiente empresarial (de iniciativa liberal) caminha a passos contínuos e não por saltos espasmódicos que dependem de fórmulas secretas, inovadoras e que surgem da noite para o dia como salvadoras da lavoura. Não tanto em nosso país (apesar de haver algum esforço neste sentido), as empresas investem fortemente em pesquisa e associam-se a entidades acadêmicas sérias na busca por desenvolvimento, tanto o tecnológico como o comportamental.
Sob o aspecto comportamental surgem abordagens como economia comportamental (tendo em Dan Ariely da Universidade de Duke, um de seus grandes pesquisadores, entre outros) e outras iniciativas de estudo um pouco mais complexas do que os 10 PASSOS para isto, o SEGREDO daquilo ou as 10 LIÇÕES para aquilo outro.

A gestão bem informada de muitas organizações (muitas delas oriundas destas universidades e institutos de pesquisa) já tem em sua bagagem informacional (ou cultural) a percepção bem construída de que gestão de pessoas e empresas é algo um pouco mais complexo do que foi no passado. Antes de se chegar ao pragmático, há um caminho conceitual a ser construído. Suas formas de agir, administrar e fazer a gestão de pessoas e recursos são pouco aderentes a fórmulas herméticas para a solução de seus desafios que, hoje mais do que nunca, mudam rapidamente.
Fórmulas herméticas é coisa de 100 anos atrás, do começo do Séc XX. Isto não foi nenhum pecado, para quem não tinha nenhuma fórmula para a gestão de pessoas e negócios e num mundo ainda não tão globalizado como o de hoje, tinha de adotar conceitos como os de Fayol, Drucker, Ford, Taylor e seus outros grandes nomes. Estes deram os primeiros passos para o que foi chamado em sua época de administração científica, termo não muito usual em nossos dias. Muitas coisas que estes líderes trouxeram ainda são pertinentes e fundamentais até hoje.

Ora o método científico tem em seu conceito mais genuíno o controle do objeto estudado e a repetibilidade do experimento científico, por isto é que gesta conceitos e fórmulas herméticas, ou se preferir estáticas, até que algum evento mude ou faça com que estes conceitos sejam revistos e reestudados.
Fayol, Drucker, Ford, Taylor e outros do seu tempo, acertaram muita coisa na mosca. Foram gigantes em suas áreas, entretanto novos tempos trazem sempre o inesperado.
Durante muito tempo pensamos ações de educação corporativa desta forma. Ao elaborar cursos de gestão de pessoas e liderança buscamos por muito tempo por fórmulas herméticas e, que se aplicadas, nos dariam o resultado desejado no tocante à gestão de pessoas e liderança no ambiente empresarial. Também não foi nenhum pecado, tínhamos de dar estes passos para percebermos que quando colocamos o ser humano em qualquer equação, a coisa muda bem de figura e quase toda a hermeticidade de uma abordagem científica é comprometida.

O ser humano é uma entidade em constante mutação e não se encerra hermeticamente em nada. Esta pode ser a nossa maior vantagem dentre outras espécies e, também, é nosso maior desafio: Seguir adiante em constante mutação. Não é brincadeira para crianças e muito menos, é fácil.
Se fosse fácil, Fayol, Drucker, Ford, Taylor e outros do seu tempo não teriam função nenhuma neste mundo em mudanças.

 

Gestão e Liderança Contemporânea.

Nas organizações contemporâneas e de gestão melhor preparada, há um esforço genuíno que aponta exatamente para esta característica humana, ou seja, a mudança dinâmica e inevitável. Não em todas, mas em nossos dias muito mais do que no passado, esta percepção é clara quando lidamos com profissionais que se dedicam a gestão de pessoas.
Muitos destes profissionais fogem de fórmulas herméticas e procuram por abordagens mais conceituais por saberem muito bem que estão lidando com o dinamismo da vida, que se revela plenamente no ser humano.

Fórmulas herméticas ficam obsoletas rapidamente, já as conceituais costumam habitar a mente dos seres humanos para desenvolvimentos futuros e novas reflexões de como faremos as coisas. Claramente aqui se expressa seu caráter ético mas, como não estamos falando da ética nesta publicação, iremos terminar nosso texto e deixaremos para falar sobre ética posteriormente, em outra publicação.
Como dissemos, ao pensar em cursos de gestão de pessoas e liderança nem todas as organizações estão vulneráveis a fórmulas herméticas que, sabidamente, já não funcionam tão bem. Primeiramente porquê a geração de profissionais que foi formada nas escolas antigas (por volta dos anos 60 e 70) já estão deixando as organizações e dando lugar para novos profissionais que trazem novos conceitos, novas abordagens e com informações mais atualizadas.
Em segundo lugar, a época e suas dificuldades mudaram e para novas épocas e novos desafios há a necessidade de novos conceitos, novos métodos e novas mentes.

Quem faz uma boa universidade e avança pesquisando em seus estudos de pós-graduação no tocante a gestão de pessoas, sabe muito bem que continuar insistindo nas velhas fórmulas motivacionais ou mandar a liderança da organização ler Dale Carnegie (1888 – 1955) , autor de best-sellers como “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas (1936)”e “Como Evitar Preocupações e Começar a Viver” já não são suficientes e não dá mais os resultados dos quais necessitamos.

Nota Importante : Não estamos aqui denegrindo ou criticando a obra e a vida de Carnegie. Sem sombra de dúvidas foi um escritor e orador norte americano que trouxe contribuições notáveis para a sua época. Estamos apenas aqui elaborando que avançamos no tocante à compreensão dos relacionamentos humanos e suas complexidades. Autores como Carnegie trouxeram este conhecimento até um determinado ponto e outros, depois dele, avançaram e trouxeram novas abordagens e percepções como (Bárbara Kellerman, Dan Ariely, Peter Senge, Robert E. Freeman etc..). Não significa que a obra de Carnegie seja um lixo, muito pelo contrário, foi uma obra importante e que trouxe luz sobre pontos delicados do comportamento/cultura de sua época. Entretanto os tempos e os comportamentos mudaram e muitas abordagens e complexidades foram adicionadas ao nosso portfólio de conhecimentos. Apenas queremos que tenha a percepção de que Carnegie não fechou a última página de nosso conhecimento sobre nós mesmos e nem os autores contemporâneos a fecharão. A leitura de Carnegie é salutar, inteligente e recomendada, mas lhe dará uma visão conceitual de 1936, e não de 2018. Não adiantaria perguntar a Nicolau Copérnico o que deveria ser feito para levar o homem até a lua, estava fora do escopo de sua época. Entretanto isto não faz de Copérnico menos gênio do que foi. O mesmo funciona (guardadas as devidas proporções) para Dale Carnegie.

Voltando a questão fundamental de nossa dissertação é que as abordagens conceituais, trazem novas dificuldades reais e estas novas dificuldades exigem que novas mentes entrem em ação. Como, muito bem elaborou Zigmunt Bauman e Pietro Ubaldi, as fórmulas velhas estão em processo de demolição (ou desmoronamento) e o jeito novo de se fazer as coisas ainda não está claro para ninguém, entretanto estamos sob uma fina camada de gelo e não podemos parar, temos de seguir adiante até chegarmos em terra firme.

Aonde está esta terra firme? Hummmmmmmm, não temos esta resposta, mas qualquer que seja, teremos de construí-la coletivamente.

Ao investir recursos num cursos de gestão de pessoas e liderança você acha que a organização, cuja gestão é atualizada, contemporânea e bem formada não tem esta percepção? Parece um contrassenso mas não é, é assim que temos observado o funcionamento das coisas ao longo da história. Quando não se tem uma fórmula definitiva (hermética – estática) para algo a melhor abordagem é conceitual. A gestão organizacional contemporânea aponta exatamente para este ponto.
O indicador mais presente em nossos dias para esta afirmação é a de que para o ser humano, ao longo do tempo, as atividades mais valorizadas serão as de cunho conceitual (criatividade, inovação, estratégia e atividades que exijam a consciência da alteridade na produção de coisas, sejam o que forem). Todo o restante, o que for repetitivo ou o que obedecer a padrões 100% identificáveis tendem a serem, de alguma forma, automatizados ( por equipamentos, softwares, algoritmos etc..).

Resumindo, a procura de fórmulas estáticas (ou herméticas) para a gestão da criatividade, da inovação, da estratégia ou de qualquer coisa de origem conceitual é em si mesmo um oximoro. Não funciona, pelo menos até o momento.

Então porquê as fórmulas estáticas ainda fazem tanto sucesso? Esta resposta é simples. As organizações (assim como as pessoas) não estão todas no mesmo estágio de desenvolvimento e compreensão do próprio tempo. Não existem pessoas que ainda acreditam que a terra é plana? Assim também existem gestores que crêem que a melhor forma de gestão de pessoas é a centralização, é o controle, é o terror da ameaça, é a competição entre os próprios pares, etc…
O conhecimento não avança aos saltos.
Hoje estamos num formato de gestão de pessoas. No próximo ano estaremos noutro. Não é assim que funciona, seria bom se fosse. O conhecimento e aplicação de novos conceitos acontecem lentamente, “personna by personna” até que por massa crítica se torne conhecimento coletivo. Isto demanda tempo.
Pare encerrar, se aparecer alguém na sua organização lhe vendendo o sucesso, pare!!!!
Investigue, reflita, pesquise se não há algo melhor produzido pelo ambiente empresarial, por acadêmias, por outras empresas ou entidades, se não há novas abordagens contemporâneas a serem levadas em conta antes de uma tomada de decisão que possa lhe representar somente mais do mesmo, e ainda por cima obsoleto.

Bom trabalho.

 

Fonte da Matéria : TrainerBr

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