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Tipos de Treinamento – Primeiros Passos

Tipos de Treinamento – Primeiros Passos

Se está dando os primeiros passos com o treinamento empresarial, que tipos escolher?
Parece uma pergunta simples, mas tem suas complexidades. Como escolher, dentre os diversos tipos de treinamento, qual o que melhor se adapta ao meu ambiente organizacional se não tenho experiência com treinamentos?
Para que encontre uma resposta mais próxima da realidade, julgamos interessante que olhe mais para dentro de sua empresa do que para fora. Comece logo de saída com um treinamento in company, não perca este tempo precioso tentando perceber quais formatos melhor se adaptam e que as empresas de treinamento tem a oferecer para sua organização. Existe uma lição de casa muito mais importante a se fazer e lhe explicaremos porquê. Que deficiências pretendo corrigir com o treinamento? Eis o nó da questão que pode não estar claro para a organização.

Porquê damos esta resposta?

Simples. Um time que não tem sede de aprendizado, que não tem a cultura do aprendizado coletivo, irá participar de qualquer treinamento que seja (em qualquer formato) e não aproveitá-lo adequadamente. Não aproveitando-o poderá apoiar-se na reação, emocional é claro, de que o treinamento não foi bom ou o formato escolhido não foi o mais adequado para a sua empresa. Afinal quando uma empresa faz um investimento numa ação de educação corporativa, pretende que este investimento tenha retorno e procurará aferir se este retorno está acontecendo e como está acontecendo.
Ora, como um time irá justificar-se diante de sua falta de aproveitamento de um treinamento empresarial qualquer? Se achar que o time irá esclarecê-lo admitindo que, por não ter a cultura do aprendizado coletivo e não ver significados na realização de esforços direcionados o material ali apresentado não será aproveitado no dia a dia organizacional, é porquê tem um time com um nível de maturidade extraordinário.
A afirmação acima é um clássico sofisma. Um time extraordinário tem a cultura do aprendizado coletivo correndo nas veias. Mas vamos imaginar que seja esta a razão e que você não tem um time extraordinário.
Mesmo que seja esta a razão. O próprio time não terá a consciência disto e nem maturidade para perceber as razões de fato, logo irá lançar-se numa construção, reativa é claro, para que afaste de si a responsabilização do resultado ruim.
Nada mais humano, não acham?

O Sucesso de um Treinamento Empresarial

É comum ao sermos consultados para um treinamento empresarial, agendarmos a visita de briefing que é aquele momento em que nos encontramos com a organização para que haja a aproximação entre o portfólio, o cliente e as necessidades reais sejam postas em claro. Desta forma conseguimos elaborar se o melhor formato será um treinamento in company ou uma imersão ou outro formato qualquer e, também, quais ênfases daremos a determinados temas que compõe o portfólio. Entretanto acontece algo, antes destas definições, que são de fundamental importância dividirmos com o leitor e vamos expô-las na forma de reflexões.

Não raro somos questionados qual o melhor formato para que o time tenha um bom aproveitamento. Ora, vamos pensar através de uma reflexão.
Quando você compra um livro, o seu critério de compra é resumido pela forma que o escritor escreve, pela expertise no tema com que o escritor permeia a obra ou pelo seu real interesse no assunto? Ora se o seu interesse for um tema do tipo “A Estrutura Social do Império Romano” por quê compraria um livro de Sidney Schechtel mesmo que esteja escrito no melhor formato possível para a melhor experiência do leitor?

O que queremos dizer com isto?

Se o interesse pelo treinamento não for legitimado pelo time, já começamos mal. Muitas empresas contratam um treinamento empresarial por imaginar que seria bom para o time este ou aquele aprendizado, sem que consulte qual a percepção que o time tem de suas próprias dificuldades. A iniciativa é honesta e permeada de boa vontade entretanto o resultado é que o time pode ter a percepção de uma dificuldade intrínseca, particular e ser obrigado a participar de uma ação de educação corporativa que não tenha eco com a percepção do time. O seu time quer ler sobre a “Estrutura Social do Império Romano” e você da um livro do Sidney Schechtel para ele ler. Como reação natural, o time se desinteressa pelo treinamento por não corresponder a uma deficiência que o time encontra em si mesmo.
O primeiro passo para um treinamento empresarial bem sucedido é o envolvimento do próprio time na detecção e procura do que seria melhor para o seu desenvolvimento. É o primeiro tijolo para o sucesso do seu treinamento empresarial, qualquer que seja a empresa de treinamentos (claro dentro de um padrão de qualidade mínimo) que contrate.

Éh!!!! Mas o time pode não ter preparo para esta avaliação e participação!

Quando recebemos um feed-back desta natureza, temos um pouco mais de cuidado.
É. Pode ser mesmo que seja verdade a afirmativa acima, mas aí o problema é bem mais grave do que parece. Quando isto acontece é porquê a gestão da organização simplesmente não tem um time. Tem um agrupamento de pessoas ligadas por necessidades individuais de emprego, dinheiro ou outra coisa qualquer, mas que não é um time, não funciona como time, não tem a percepção de equipe e não consegue agir coletivamente ajudando em seu próprio desenvolvimento.
Quando isto acontece, quem está necessitando de treinamento não é o time, mas a gestão da organização que não consegue transformar uma coletividade num time. O problema é bem outro, e mais grave.

Como uma gestão que não consegue transformar a coletividade da sua organização num time pensa em criar a cultura do aprendizado coletivo num time que não existe, simplesmente não funciona como um time?

Nesta hora quem mais precisa de capacitação é a gestão e não o colaborador.
Isto mostra muito bem que a gestão da organização é quem cria esta cultura do aprendizado numa equipe, ou seja, há uma lição de casa a ser feita antes da contratação de um treinamento empresarial. Se esta lição de casa não é realizada, a própria gestão da empresa contribui para que o sucesso do treinamento não aconteça e o time não aproveite o material que foi apresentado.
Exortando ainda mais, se a coletividade não funciona como um time é porquê não é estimulada a funcionar como um time (estamos aqui descartando a possibilidade de um gestor contratar somente pessoas com deficiência mental). Se não é estimulada a funcionar como um time pode ser por duas razões:

1 – É estimulada ao individualismo.
2 – Não é estimulada a nada, está por conta própria porquê tem uma gestão desestimulante.

Se for a primeira alternativa não há como esperar de um grupo de individualistas uma decisão coletiva inteligente e eficaz para o time. Se for a segunda alternativa, dá no mesmo.
Fazer a lição de casa é fundamento para que uma organização não jogue fora um investimento importante que é o treinamento empresarial.

A falta da motivação.

O problema é a falta de motivação da equipe.
A situação é mais grave ainda e requer uma reflexão ainda mais profunda da gestão das empresas. Se temos um problema de motivação na nossa organização, vamos escolher o treinamento motivacional. É comum ouvirmos a afirmativa de que este tipo de treinamento da um “Up” na equipe.
E dá mesmo. Não tenha dúvidas, só que dura 1 semana.
Depois a realidade volta a bater na porta. E qual é esta realidade? Mais uma vêz vamos olhar para dentro da organização e refletir seriamente sobre as questões abaixo:

Se uma organização tem um time desmotivado é porquê tem uma deficiência em motivar seu próprio time. Se não tem esta deficiência em motivar seu próprio time, então porquê não motiva?
Tendo esta deficiência só pode ser por uma razão. Tem uma gestão desmotivante (estamos aqui novamente descartando a possibilidade de um gestor contratar somente pessoas com deficiência mental). Nesta situação, o que o RH que está despreparado faz?
Contrata uma empresa de treinamento empresarial para dar um treinamento in company (ou outro qualquer) de motivação!!!!!!
Resultado: Por 1 ou 2 vezes ao ano faz um treinamento motivacional e o resto do ano submete seus colaboradores a uma gestão desmotivante. Qual das duas forças atuantes sobre os colaboradores você acha que terá mais resultados?

Ahhh!! Não, não!!!! Temos uma gestão motivadora sim, é que estamos contratando o treinamento de motivação só para dar mais motivação ainda para os colaboradores!!!

Não cremos que você leitor dê crédito a uma afirmativa desta natureza. Mesmo sendo um absurdo tácito, e escancarado ao mais simples escrutínio do intelecto, esbarra diante de verificações (simples) e óbvias como a abaixo.
Faz sentido uma organização contratar um treinamento motivacional para um time que já está motivado? Se o objetivo é dar mais motivação ainda, qual o medidor de motivação que você usou para chegar a esta conclusão? Qual o medidor que usou que lhe deu a informação: olha seu time está motivado, mas dá para motivar ainda mais. Não conhecemos nenhum ainda e isto tem cara de gestão na base do achismo.
Se usou algum medidor que indica falta de motivação da equipe, é porquê a gestão da empresa tem uma deficiência em motivar, senão o indicador não indicaria isto. Voltamos a ministrar um treinamento motivacional 1 ou 2 vezes ao ano e o resto do ano submeter a equipe a uma gestão que tem deficiência em motivar. Qual das duas forças atuantes sobre os colaboradores você acha que terá mais resultados?
Não seria melhor ter investido num treinamento para líderes?

Tipos de Treinamento? E agora?.

Percebem que, sem fazer a lição de casa, não adianta ir para uma sabatina? Não dá para ficar fazendo mágicas numa organização.
E agora, o que fazer?
Prepare primeiramente seus gestores e líderes para que possam fazer a coletividade empresarial (setores e equipes) a realmente funcionar como equipes multidisciplinares e estas lhe indicarão qual o tipo de treinamento e qual o tema lhes corrigirão suas próprias deficiências. Estas equipes estão prontas para lhe ajudar, mas antes tem de fazê-las funcionar como equipes.

Comece com um treinamento de liderança bem orientado e transforme seus gestores nos líderes da organização. É um primeiro e importante passo.
Sabemos que não é simples, e nem rápido, ensinar pessoas a motivarem umas as outras. Nem estamos aqui eliminando a proposição de um treinamento motivacional como uma alternativa a ser utilizada pelas organizações. O que pretendemos lhe sinalizar é que, ao invés da preocupação com o formato do treinamento, esteja ciente que um treinamento só é justificado para a correção de uma deficiência. Correção de deficiência significa melhoria. Se não há melhoria é porquê não há deficiência.
Acontece que esta correção é muito mais eficaz quando, além de análises superficiais e pouco objetivas, o time se envolve e começa a olhar para as próprias deficiências, ou seja, participa do seu próprio desenvolvimento. Isto é profundamente estimulante e motivador para qualquer time.
Entretanto, antes precisa de um time e para que tenha um time mesmo, precisa de líderes.
Bom trabalho à todos.

 

Fonte da Matéria : TrainerBr

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