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Liderança – Cognição – Ansiedade – Estereótipos

Curso de Liderança: Ansiedade – Cognição e Estereótipos.

Um icônico estudo da Universidade do Texas, conduzida por Adrian Ward atesta que a presença e o uso constante dos smartphones provoca estímulos cerebrais que podem comprometer a capacidade cognitiva.

Este estudo, apesar de realizado na Universidade do Texas e conduzido com 520 estudantes universitários, foi publicado pela Universidade de Chicago. Basicamente o estudo foi a observação das notas obtidas pelos estudantes na realização de provas específicas em situações aonde podiam estar de posse de seus respectivos aparelhos e, em outras situações, sem os seus respectivos aparelhos.
Em resumo os que mantiveram-se com seus respectivos celulares tiveram desempenho 10% menor do que aqueles que realizaram a prova sem seus aparelhos, numa amostragem de 520 pessoas foi um dado de saltou aos olhos dos pesquisadores. Será que pessoas com celulares usam menos a inteligência?

O experimento está publicado no site da Universidade de Chicago, basta acessar o link https://www.journals.uchicago.edu/doi/full/10.1086/691462 para ver os detalhes.

Não parece um paradoxo atestarmos que a grande demanda organizacional contemporânea é, exatamente o uso da criatividade e de nossas capacidades cognitivas para gestarmos soluções inovadoras e que nos levem a novos estados de sustentabilidade e organização, utilizando-se de colaboradores que podem nutrir hábitos que reduzam as suas capacidades cognitivas em 10% em média?

Agora Imagine!!!!!!

Agora imagine colaboradores na organização com hábitos que reduzem em 10% suas capacidades cognitivas e que ainda desenvolvem comportamentos depressivos ou de ansiedade.

A coisa toda piora? Para aonde vai sua organização deste jeito?

É isso mesmo, pesquisadores da Universidade de Seul (Coréia do Sul) apresentaram em 2017 (este estudo também foi apresentado na cidade de chicago) o resultado de um estudo conduzido por Hyung Suk Seo, professor de neurorradiologia e condutor da pesquisa que concluiu que o vício em celulares aumenta a depressão ou a ansiedade. Nos jovens que participaram da pesquisa foram realizados exames de ressonância magnética, antes e após a terapia, para medição dos níveis de ácido gama-aminobutírico (conhecido pela sigla GABA), neurotransmissor que inibe ou reduz os sinais cerebrais; e de glutamato-glutamina (Glx), neurotransmissor que estimula os neurônios. Estudos anteriores mostraram que o GABA está envolvido na visão, no controle motor e na regulação de diversas funções cerebrais, incluindo a ansiedade.

Os resultados revelaram que, em comparação com o grupo de controle, a razão entre GABA e Glx era maior na região nos adolescentes viciados nos smartphones o que influencia sobremaneira sua suscetibilidade para ansiedades e depressões. Poderá procurar pelo estudo no site https://www.researchgate.net/profile/Hyung_Seo.

Eis o perfil dos colaboradores que ingressam nas organizações todos os dias. Eis os futuros líderes organizacionais, menos cognitivos, mais ansiosos ou mais depressivos. Imagine quais decisões pessoas assim podem tomar numa organização.

Que horror!!!!!!

A Liderança Contemporânea.

A coisa é feia, não é mesmo?

Não, de fato não. O quadro que pintamos acima foi caricato, apesar das pesquisas serem verídicas, sérias, conduzidas por instituições acima de qualquer suspeita e apontarem para problemas contemporâneos relacionados ao uso exacerbado das tecnologias e seus impactos no homem.
Apenas é mais um dos desafios que temos de enfrentar quando arrumamos uma solução para nossas vidas. É característica de nossa espécie ao arrumar uma solução para um determinado problema, acabarmos por gerar outro tanto de coisas a serem administradas. Assim é o ser humano.

Não podemos achar que estamos diante de uma geração de ansiosos e menos inteligentes do que seus antepassados. É um pré-julgamento baseado em dados que, mesmo reais, precisam de melhor análise e compreensão. Ansiedade sempre existiu e falta de inteligência também. Apenas estamos diante de novas gerações que tem de lidar com novos problemas. Cada tempo gesta seus homens (e mulheres) e que tem de achar soluções para suas vidas. Não nascem nem mais ansiosos e nem menos inteligentes, tenha certeza disto.

O que mais vemos no treinamento de liderança é a característica de suas circunstancialidades. Para cada circunstância um perfil de líder diferente ou um modo de liderar diferente. É por esta razão que evitamos fórmulas ou padrões que se propôe a solucionarem tudo e acabam na vala comum do:
Se deu certo é porque você seguiu a fórmula. Se não deu certo é porquê em algum ponto da fórmula você errou, isentando-se da mínima responsabilidade (ou até honestidade) de assumir que as soluções de nossos tempos tem de serem gestadas em nosso tempo e como tudo na vida estão sujeitas a uma consecução de tentativas pensadas e correções dos erros que sempre nos espreitarão.

O nó da questão não é rotularmos uma geração de ansiosos e 10% mais estúpidos do que nós fomos ou poderíamos ter sido (isto é muito fácil e um tremendo erro), mas sim percebermos que gestamos soluções tecnológicas que, se mal utilizadas, trazem efeitos colaterais indesejados e mais nos prejudicam do que ajudam de fato.
Aqueles que utilizarem as novas tecnologias com inteligência e na medida certa, irão colher os frutos benéficos de sua parcimônia e atitude positiva. Aqueles que utilizarem as novas tecnologias exageradamente, desfocados, sem parcimônia e sem inteligência irão pagar pelas suas próprias escolhas e, ao que tudo indica pelos estudos acima e outros tantos já realizados por instituições sérias, este custo poderá ser um comprometimento cognitivo que fará falta em sua vida.
É uma questão de medida, de parcimônia, de sabermos como lidar com nossos novos recursos de forma que nos ajudem a seguir adiante e nos desenvolvendo sempre.
O desafio da liderança contemporânea é a exata leitura daquilo a que estamos sujeitos e não a drástica crítica sem soluções (ou ataques) para que esta sujeição a fatos novos não nos prejudique. Parece que sempre acaba em paradoxos.
Se pretende preparar lideranças para o seu negócio, esteja preparado para a leitura do tempo em que vive, suas demandas e problemas.

Como pode alguém liderar sem esta leitura?

Tenha em mente uma premissa que lhe ajudará muito: O homem é o mesmo, já os problemas que enfrentamos são em grande parte bem diferentes.

O Treinamento de Liderança.

O treinamento empresarial contemporâneo (os baseados em conhecimento) não tratam dos temas acima como características de uma geração. Afirmar que são características das gerações, é assumir que as novas gerações já nascem assim, o que não é verdade.
Isto redunda num preconceito que vemos em muitos líderes contemporâneos ao afirmarem que é difícil liderar gerações de ansiosos, fanáticos por tecnologias e que refletem menos.

Pronto, temos um estereótipo novinho em folha. Este aqui é da geração “z”, ele é assim mesmo.

Entretanto quando perguntamos aos líderes o que estão fazendo, no dia a dia corporativo, para que estas gerações sejam menos ansiosas e mais cognitivas (pelo menos no trabalho) não vemos respostas objetivas, vemos somente respostas vagas ou afirmativas que acabam no mais do mesmo. Coisas do tipo: Damos desafios, estimulamos a criatividade, incentivamos e pensarem fora da caixa e outras pérolas que compõe frases longas e que não dizem muita coisa ou mostrem algo realmente objetivo. Discurso típico de políticos ou de gurus.

Claro!!!! Quem ainda está no passado tem enormes dificuldades de liderar quem está no presente.

Em raros casos vemos a preocupação da liderança na criação de uma relação de confiança e de significados mútuos aonde a ética (ou a forma como escolhemos viver) é a tônica das relações e o conhecimento de nossa época uma das prioridades. Claro que só se ensina o que foi aprendido, não há como um indivíduo ensinar ao outro aquilo que não aprendeu.
Ao aprendermos que as novas gerações são naturalmente ansiosas iremos trata-las assim, aumentando sua ansiedade e não mostrando-os que a ansiedade é algo que, também, pode ser adquirida por hábitos e comportamentos de época.
Não significa que não temos de estar de olho nestas pesquisas, elas são importantes e nos mostram os tipos de problemas aos quais estamos sujeitos, mas temos de tomar o cuidado de não transformá-las em novos, e indesejáveis, estereótipos.
Entendemos que também é difícil diante de tantas empresas de treinamento e com tantos conceitos diferentes escolher o que mais se aproxima da necessidade da minha organização, que fuja dos estereótipos e que dão uma leitura contemporânea com certa precisão.
Isto deixa as lideranças também ansiosas. Em resumo a ansiedade é um risco de época. Será assim mesmo?
Deixamos estas reflexões para que avalie e procure mais informações sobre o tema. Não temos respostas prontas, temos a vontade de pensar e de construir soluções juntos. Ninguém, individualmente, tem a solução para nossos dias, nem os gênios.
Como sempre ministramos o curso de liderança vemos a oportunidade de tratar um pouco sobre este tema (por ser recorrente) e nossa contemporaneidade. Utilizamos este blog como canal para dividirmos estas reflexões com você, que não está ansioso ao ponto de não conseguir ler a matéria inteira.

Abraço, bons Negócios, use menos e melhor seu smart-phone.

 

Fonte da Matéria : TrainerBr

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